Alagamentos continuam sem solução em Macaé

Foto:Ivana Gravina

Audiência discutiu a drenagem das águas das chuvas

A audiência pública que discutiu soluções para os problemas de micro e macrodrenagem aconteceu na noite desta quarta-feira (16), na Câmara Municipal de Macaé. Presidido e proposto pelo vereador Maxwell Vaz (SD), o debate ouviu cidadãos que enfrentam o problema cotidianamente. Contudo, a exemplo das audiências anteriores, a prefeitura não enviou um representante para dar esclarecimentos e a população continua sem respostas.

Na ocasião, o parlamentar fez uma moção de repúdio ao Executivo por não resolver o problema e não participar do debate, que tinha por objetivo dar respostas aos cidadãos. “Cabe ao município construir e gerir um sistema de drenagem, dar manutenção e fazer a limpeza periódica para que casas, comércios e ruas não alaguem”.

Maxwell ainda apresentou um estudo apontando as falhas do atual sistema de drenagem, que é muito antigo, não atende à demanda atual da cidade e não recebe a devida manutenção e limpeza.

O representante do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Augusto Martins, pediu atenção especial para a Região Serrana e lamentou que essas demandas permaneçam sem solução. “Moro na Aroeira e lá continuamos a ter sérios problemas com os alagamentos. Apesar da ausência de representantes da prefeitura, espero que os apelos feitos aqui ecoem até os responsáveis”.


População pede providências

Vários moradores fizeram pedidos para solucionar o problema em seus respectivos bairros. Um deles foi Nadir Silvano, que já morou no Botafogo, na Nova Holanda, na Praia Campista e no Campo d’Oeste. Ele relatou já ter enfrentado alagamentos em todos esses bairros, além de ter feito abaixo-assinado e pedido a troca de manilhas, sem nenhum retorno. “Não tem nada pior do que ver a chuva, a lama e o esgoto invadirem a sua casa e não poder fazer nada pra evitar”.

O presidente da Associação de Moradores das Malvinas, Uelington Souza, conhecido como Juvenal das Malvinas, chamou a atenção para o completo descaso do poder público com o seu bairro, que é um dos mais antigos da cidade. “Não temos esgoto, não temos asfalto e qualquer chuva alaga todo o bairro. Em algumas áreas, não temos nem luz. É o caso da Ilha Leocádia, que teve o seu plano de habitação determinado por acordo judicial, mas também não saiu do papel.”

Para o representante dos moradores do Vale Encantado, Dirant Ferraz, é necessário conscientizar a população a não jogar lixo em rios e córregos. “Todos precisam fazer a sua parte. Mas a prefeitura faz a limpeza apenas das bocas de lobo e esquece as tubulações, caixas e comportas do sistema de dragagem. O canal extravasor também não é aberto com regularidade e os rios e córregos estão assoreados e obstruídos, transbordando com facilidade.”

O presidente da Associação Macaense de Evangelismo, Robson Mota, reclamou que o alagamento é um problema recorrente que afeta tanto as igrejas quanto os fiéis. “A chuva cai e rapidamente há ruas alagadas. Os moradores perdem tudo que têm em casa e a situação se repete ano após ano”, lamentou.

Jornalista: Adriana Corrêa

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