Audiência debate prejuízos da reforma da Previdência para a educação



Audiência foi realizada na noite desta terça-feira (4)

São graves as consequências da reforma da Previdência para os trabalhadores da Educação. Essa foi a conclusão da Audiência Pública realizada na noite desta terça-feira (4) na Câmara Municipal de Macaé. “Com a proposta da reforma, os jovens que hoje têm entre 25 e 30 anos, por exemplo, não conseguirão se aposentar numa idade em que possam usufruir do benefício”, afirmou o presidente da Comissão de Educação, Marcel Silvano (PT), que solicitou e presidiu a audiência.

 

Durante o evento foi apresentado um vídeo que dava o exemplo de uma professora que começou a carreira aos 18 anos. Sem a reforma, ela se  aposentaria com 43 anos. Com a mudança, ela teria que trabalhar até os 67. “Estarei formado aos 20 anos e pretendo trabalhar com o ensino médio. Se der tudo certo, estarei empregado aos 24. Dessa forma, vou me aposentar aos 73 anos. Como vou poder lidar com uma turma de 50 jovens?“, disse João Gabriel Lourenço, do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da UFRJ.

 

Com a reforma previdenciária, o arrocho no mercado provocado pela reforma do ensino médio e, ainda, as dificuldades para trabalhar com carteira assinada, os jovens não conseguirão se aposentar”, protestou Rafaela Correa, do Centro Acadêmico do mesmo curso.

 

“Esta audiência é uma das ações que previmos contra a reforma. Teremos outras iniciativas e queremos levá-las para protestos nas ruas”, disse Guilermina Rocha, representante do Sindicato dos Professores da Rede Particular de Macaé e Região (Sinpro). Segundo ela, que representou também a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), trata-se de ações que estão se articulando em todo o Brasil.

Greve geral contra a reforma

 

Leonardo Esteves, representante do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), criticou a ideia de que existe um rombo na Previdência. “Não há um rombo, mas um roubo. O dinheiro é desviado para pessoas e setores que é preciso nomear”, afirmou. Segundo ele, a greve geral que está sendo convocada para o dia 28 de abril será um momento importante de luta contra a reforma.

 

“O município tem 15 mil servidores na ativa e 1,5 mil vivendo com o benefício da aposentadoria. Os recursos previdenciários são suficientes para mais de 25 anos”, informou José Eduardo Guinancio, diretor financeiro do Instituto dos Servidores de Macaé (Macaeprev).

 

Os vereadores Val Barbeiro (PHS) e Maxwell Vaz (SDD) também participaram da audiência.

 

 

 

Jornalista: Marcello Riella Benites

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