Audiência pública debate investimentos para a agricultura

 <span style="font-size:14px;"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;">Ato contou com a presença de produtores rurais da cidade</span></span>

<span style="font-size:14px;"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;">Durante audiência pública que debateu o orçamento da secretaria de Agricultura para 2016, foi consenso de todos os presentes que é preciso priorização dos investimentos na pasta, ainda mais em período de crise econômica. O encontro aconteceu na tarde desta quinta-feira (3), por requerimento do vereador Marcel Silvano (PT).</span></span>

 

O ato contou com a presença de representantes da prefeitura, além do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e produtores da região serrana. Durante o debate, a secretaria de Planejamento apresentou justificativas para a redução do orçamento para a agricultura no próximo ano. “Recebemos orientação do prefeito para trabalharmos com o máximo de realidade e o país enfrenta uma grave crise em todos os setores. A arrecadação sofreu considerável queda e os números foram revistos. Mesmo assim, é possível alterar valores”, frisou o secretário Alexandre Lima.

 

A estimativa da prefeitura é destinar pouco mais de R$ 5 milhões para a agricultura em 2016, R$ 4 milhões a menos do que foi aprovado para 2015. “Mesmo diante de um cenário que não é favorável, acredito que esta é uma grande oportunidade para fortalecer outros meios econômicos. Todos ganham quando se investe no produtor local e a prefeitura precisa garantir contratos de maquinários e de apoio ao comércio. Atualmente, 40 escolas recebem alimentos produzidos aqui, mas o número poderia ser o dobro”, defendeu Marcel.

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As falas dos especialistas presentes foram contra a redução do orçamento. O secretário de Educação e vereador licenciado, Guto Garcia, também esteve presente e acrescentou que é preciso desburocratizar os processos ligados à área.

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De acordo com dados apresentados no encontro, Macaé possui quatro assentamentos. O maior deles, o Celso Daniel, conta com aproximadamente 200 famílias de agricultores. “Nós queremos um mundo melhor e mais justo. Estamos produzindo em áreas que estavam abandonadas. Lutamos por dignidade e o sustento das nossas casas”, disse a produtora Cenira Ferreira dos Santos, que mora no assentamento Osvaldo de Oliveira.

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“O alimento que chega à nossa mesa não é um alimento de verdade. Estamos consumindo veneno. Pensar em alimento orgânico é pensar em políticas sociais, de nutrição, e de preservação do meio ambiente. A nossa luta é para fortalecer essas ações. Por isso, damos total apoio aos assentamentos, que produzem sem agrotóxicos”, afirmou Lana Rosa, representante do Coletivo Macaense de Consumo Solidário.

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Entre as novidades apresentadas, destaca-se o início das hortas nas escolas, já em 2016. Mesmo assim, do encontro, partiu a iniciativa de criar grupo para apresentação de propostas para o orçamento da pasta. A primeira reunião acontecerá na próxima segunda (7). “Como exemplo, o orçamento para aquisição de maquinário é de apenas R$ 20 mil. Este valor não representa nada”, criticou Marcel.

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O grupo será composto por representantes da prefeitura, profissionais da área e produtores locais. A meta é apresentar emendas para garantir melhor orçamento à pasta. Antes de encerrar audiência, Marcel, que também preside a Comissão Permanente de Direitos Humanos da Câmara, apresentou Moção de Apoio ao assentamento Osvaldo de Oliveira, que enfrenta processo de reintegração de posse.

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“Sou a favor da reforma agrária. A área da fazenda Bom Jardim que foi invadida estava totalmente improdutiva. Como efeito de comparação, a fazenda tem uma extensão bem maior do que Córrego do Ouro, maior distrito da cidade”, defendeu Marcel. De acordo com dados estatísticos, o Brasil possui a segunda maior concentração de terra e é o que mais usa agrotóxicos nas plantações.

 

 

 

 

 

Jornalista: Júnior Barbosa

 

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