Audiência Pública: moradores do Sana dizem “sim” ao asfalto



A Audiência Pública do Sana, promovida pela Câmara Municipal de Maca&ea

A Audiência Pública do Sana, promovida pela Câmara Municipal de Macaé, debateu a pavimentação do acesso ao distrito. O adesão da população local à proposta de calçar o trecho que vai de Casimiro ao Sana e de Casimiro ao Frade foi de uma maioria esmagadora. Após o término da audiência mais de 125 pessoas votaram a favor da pavimentação. A audiência contou com a participação de representantes locais e de autoridades do município de Macaé. O vereador, Maxwell Vaz (PT),  presidiu a mesa, composta de 14 autoridades.

O objetivo era ouvir as opiniões da população do Sana, cumprindo o modelo de gestão participativa do governo Riverton Mussi, que preza pela responsabilidade de consultar a sociedade; de modo a incentivar a participação dos cidadãos no governo. De 12  moradores que se inscreveram para o direito à palavra, apenas dois foram desfavoráveis à pavimentação, dizendo temer a segurança e o caos estrutural no distrito. Todos os demais consultados que se manifestaram em público concordaram que a pavimentação é importante e urgente para os moradores do Sana. Depois de muitos aplausos do público, depois de cada fala dos moradores em apoio ao calçamento; o munícipe, Celso Florença, declarou: “esta reunião não precisa de segundo turno. Nós, moradores do Sana, estamos dando a credencial para as ações de asfaltamento do acesso ao Sana”, afirmou ele, que foi calorosamente recepcionado pelo público. O representante da Guarda Municipal no local, agente Nilton Mendonça, disse ainda: “Se 10% é contra; 90% dessa população é a favor do asfaltamento”.

Cristiano Matos, representando o Grupo Ecológico Pequena Semente, se mostrou a favor da estrada e contra o asfaltamento: “somos a favor de uma estrada ecologicamente adequada, feita de paralelos,  pedras, de paralelepípedos”, defendeu. Quatro moradores lembraram da dificuldade de se chegar ao Hospital mais próximo, o Hospital da serra, no Trapiche, devido às dificuldades da estrada. O discurso de defesa dizia que não adianta ter o hospital se não se consegue chegar até ele. Muitos dos inscritos disseram que há outros aspectos críticos a serem resolvidos e que o asfalto não é um problema, e sim solução. Uma das moradoras lembrou-se de quase der dado à luz a uma criança a caminho do hospital. Um motorista de ônibus defendeu o asfaltamento, contando histórias de desespero, em situações de emergência que o caminho pela frente não permitia que ele resolvesse o problema de passageiros que, por exemplo, passavam mal dentro dos coletivos.

A plenária disse “sim” ao asfaltamento, com seis votos cinco votos contra e 4 abstenções. O público contabilizava cerca de 250 pessoas.

A vereadora Marilena Garcia (PT) destacou a liderança feminina no distrito: “fiquei sensibilizada com a liderança das mulheres sanenses. A audiência foi bastante concorrida e positivamente bem representada. A vereadora disse que a mulher é o “eixo” e “o olhar profundo” na sociedade. O vereador, Maxwell Vaz, por sua vez, declarou que a audiência foi uma forma democrática de desmistificar a questão do asfaltamento naquela localidade: “o processo foi legal e legítimo, contando com a presença fundamental dos representantes locais e da sociedade civil organizada”, afirmou. Maxwell acrescentou que, a demanda da população está registrada em ata e irá contribuir para que os três poderes possam avaliar e iniciar as ações necessárias para a pavimentação do acesso ao local, com o deviso respaldo de estudo técnico.

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