Brasil Offshore provoca divergências



A Feira e Conferência Internacional da Indústria Offshore de Petróleo

A Feira e Conferência Internacional da Indústria Offshore de Petróleo e Gás, a Brasil Offshore, que teve sua quarta edição realizada de 19 a 22 de junho, no Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho, o Macaé Centro, gerou polêmica na sessão ordinária de ontem. Júlio César de Barros (sem partido) destacou como positiva a iniciativa do ex-prefeito Silvio Lopes (PSDB) em construir o Macaé Centro e criar a feira. Entretanto, Marilena Garcia (PT) questionou o custo do evento aos cofres públicos e o seu retorno social.

Júlio César de Barros enfatizou o destaque positivo que a imprensa nacional e regional deu ao município durante o evento. “Uma imagem bastante diferente daquela que pudemos ver há uns meses”, comparou, se referindo ao quinto lugar no ranking nacional de homicídios entre jovens. Ele destacou que a Brasil Offshore gerou em negócios em torno de R$ 102 milhões e defendeu a iniciativa da gestão de Silvio Lopes em promover a feira, assim como, elogiou o prefeito Riverton Mussi (*PMDB) por ter dado continuidade ao projeto.  “Essa é uma herança bendita do governo Silvio Lopes. Inclusive o prefeito Riverton disse que a procura é tão grande que vai aumentar o espaço para a próxima feira”, destacou.

Marilena Garcia (PT), entretanto, apontou para outros aspectos do evento. “Durante os dias da feira, apenas hotéis, pousadas, bares e restaurantes se beneficiam. Essa feira tem o olhar do privado. Todas as comunidades do entorno do evento continuam do mesmo jeito, desde a primeira edição. Aquele luxo todo não está sendo revertido para o nosso município. Fora sua influência sobre o fluxo migratório para Macaé”, disse. Ela fez um requerimento verbal à Mesa Diretora da Câmara de que seja encaminhada uma solicitação de esclarecimentos ao diretor do Media Group do Brasil- MG do Brasil, Eric Henderson.

O MG do Brasil é responsável pela promoção do evento. Em 8 de agosto de 2005, foi encaminhado pela Mesa Diretora à Prefeitura o ofício 268/05, solicitando que, por intermédio da diretoria do grupo, fosse apresentada uma planilha de custo da Brasil Offshore aos cofres públicos, desde sua primeira edição. Esse ofício foi motivado pelo requerimento 96/05, de autoria de Maxwell Vaz (PT), aprovado em 29 de junho daquele ano. Contudo, o Executivo não respondeu ao requerimento do Legislativo. Além de reeditar essa proposição, a vereadora sugeriu que o secretário municipal de Fazenda, Cassius Ferraz, seja convidado a comparecer ao plenário da Câmara para aclarar a questão. Marilena criticou, ainda, que os municípios circunvizinhos estivessem negociando áreas de suas zonas de negócios (Zen) na Brasil Offshore.

Pedro Reis (PSDB) também se pronunciou sobre o assunto. Ele considerou a construção do Centro de Convenções uma “audácia” positiva do ex-prefeito Silvio Lopes. Ele citou o título de Município Amigo da Criança, dado pelo Unicef, pelo número reduzido de mortalidade infantil e materna e maior percentual de crianças nas escolas. “Esses pontos positivos devem se contrapor a essa Macaé que sofre com a migração”, salientou.

O primeiro-secretário, Maxwell Vaz, destacou, na sessão de ontem, o Projeto de Resolução 06/07, de autoria da mesa diretora, que altera o horário das sessões ordinárias, após o fim do período do recesso de julho. As reuniões plenárias passarão a ser realizadas de 15h às 17:30h, atendendo a uma antiga reivindicação da imprensa. Além disso, abrirá a possibilidade de que as sessões possam ser transmitidas pelas rádios locais, considerando que no horário atual, 19h, são impedidas transmissões. “Isso permitirá maior
publicidade das sessões”, justificou Vaz.

*filiação não formalizada.

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