Carências da Região Serrana

O vereador Paulo Paes (PSDB), com freqüência, leva a plenário as demanda

O vereador Paulo Paes (PSDB), com freqüência, leva a plenário as demandas da Região Serrana de Macaé. Segundo ele, são queixas constantes da população das localidades e distritos da serra o transporte coletivo, a má iluminação pública e a falta de indústrias e empresas. Ele aguarda medidas emergenciais do poder executivo quanto à iluminação e ao transporte.

A Região Serrana foi classificada como ainda sossegada pelo vereador "Está bem tranqüila. Temos violência em uma proporção bem menor", analisou. Ele considera a violência como um problema geral, apesar do município ter sido "taxado" nacionalmente como quinto mais violento para os jovens. Mesmo assim, Paulo Paes está preocupado com a má iluminação pública nos distritos, o que pode facilitar a ação de criminosos.

"A população reclama constantemente e desde novembro tenho cobrado uma solução para o problema. Até agora praticamente nada foi resolvido", disse. Paes declarou que o prefeito Riverton Mussi (sem partido) está a par do problema. Apesar de considerar compreensível a compra de material pela prefeitura para a rede elétrica direto das fábricas, no intuito de se obter um preço final menor, para ele é injustificável fazer a população aguardar a composição do estoque às escuras e, portanto cobra do Executivo uma medida de emergência.

Quanto ao transporte coletivo, que o vereador descreveu como "o pior da categoria", buscou soluções diretamente com o presidente da Macaé Trânsito e Transporte-Mactran, Lúcio Aracati, que se comprometeu a tomar providências as mais rápidas possíveis. "É o pior transporte do estado. Ônibus lotados, quebrados e acréscimos desnecessários de 15 ou 20 minutos ao percurso", criticou o vereador.

Paes considera que também se faz necessário o incentivo, por parte do poder público, para que empresas se instalem na região, o que colaboraria para que os jovens se fixassem em seu local de origem. Apesar das belezas naturais da serra, o vereador acredita que elas são insuficientes para gerar trabalho e renda para o morador. Para ele, as ações da Empresa Municipal de Turismo-MacaéTur, a fim de promover turismo sustentável na região, são incipientes e por si só não constituem atrativo para o turismo. "O que o município oferece além dos eventos de canoagem e festas regionais. É preciso especialistas para desenvolver esse tipo de trabalho, uma equipe técnica incorporada à região. O que tem sido feito para facilitar o acesso dos turistas às cachoeiras e ao mangue?", questionou.

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