Comissão registra interrupção da vacinação pública

Foto:Ivana Gravina

Márcio criticou a solução indicada para o problema das vacinas.

A vacinação na rede pública está interrompida, pelo menos parcialmente, em Macaé. Foi essa a constatação após a terceira visita realizada pela Comissão Permanente de Saúde da Câmara de Vereadores, na manhã desta terça-feira (9). Foram visitadas unidades de Estratégia de Saúde da Família (ESF) dos bairros Nova Holanda, Nova Esperança, Brasília/Barra, além da Casa da Vacina, no Centro.

Com geladeiras quebradas, nenhuma ESF está vacinando. A exceção é a da Nova Holanda, onde um morador doou o eletrodoméstico. Já a Casa da Vacina está em obras há 15 dias e a volta do atendimento está prevista para esta quarta-feira (10). “Um cartaz encaminha as pessoas para as ESFs, mas elas chegam lá e não são atendidas”, criticou o relator, Márcio Bittencourt (MDB).

Nas visitas anteriores, a comissão havia passado pelas ESFs do Morro de São Jorge, Botafogo, Aroeira e Malvinas, onde a situação das vacinas é a mesma.

Nova Holanda e Nova Esperança

Arquivos de metal em péssimo estado, aparelho de esterilização avariado, infiltrações no prédio e ainda a falta de uniforme e qualquer Equipamento de Proteção Individual (EPI). Esses são alguns dos problemas enfrentados pelos funcionários da ESF de Nova Holanda.

Na Nova Esperança, enquanto outras unidades têm dentistas ociosos por defeito no equipamento, existe um consultório funcionando e outro em bom estado que não está sendo utilizado devido à falta do profissional.

Lâmpadas queimadas, portões quebrados, privada com vazamento, mato tomando os fundos do prédio, pia da sala de curativos vazando e más condições do depósito de lixo hospitalar são alguns dos problemas. E, ainda, uma porta de madeira foi improvisada no lugar de uma de vidro destruída por um tiro.

Brasília/Barra

A ESF está sendo transferida para uma antiga escola devido a problemas semelhantes aos das unidades já visitadas.

A obra de adaptação da escola começou há um mês e a transferência ocorreria na última sexta-feira (5), mas a coordenação da ESF informou que o local não tem condições de receber a unidade. Com materiais já embalados para a transferência, vários atendimentos foram paralisados.

“Estamos chegando à conclusão de que o governo não está fazendo a manutenção das unidades. No caso da Barra/Brasília, é claro que uma ESF tem exigências técnicas que essa escola não atende”, concluiu Márcio.

 

 

Jornalista: Marcello Riella Benites

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