Degradação do meio ambiente causa polêmicas

Os vereadores macaenses cobram com freqüência medidas efetivas do poder p&uacut

Os vereadores macaenses cobram com freqüência medidas efetivas do poder público municipal para minimizar o impacto do crescimento do município ao meio ambiente. Na última terça-feira, 27, Maxwell Vaz (PT) se propôs a deixar de pagar a taxa de esgoto, visto que o município não trata os resíduos sanitários e industriais, que são lançados na natureza. Paulo Paes (PSDB) atentou para a ineficiência da fiscalização do Executivo a novos loteamentos. E ainda, Luiz Fernando Pessanha (sem partido) criticou algumas licenças concedidas pelo Ibama e pela Feema.

"É certo pagar uma taxa de esgoto em um local onde não há tratamento de esgoto? Não podemos continuar patrocinando um crime ambiental", questionou Maxwell Vaz, que convidou os demais vereadores a aderirem ao protesto. Vaz disse ainda que, em virtude da orientação da Campanha da Fraternidade da Igreja Católica deste ano, que trata da necessidade de preservação de ecossistemas, priorizará as questões ambientais. O vereador criticou também a colocação de pedras para conter o avanço do mar no bairro Fronteira. Citou o exemplo da Holanda que pretende demolir seus diques para devolver ao mar parte de seu território aterrado. "Precisamos ter um planejamento adequado e técnico. Estão construindo um dique com pedras no mar, enquanto o mundo inteiro estuda o assentamento adequado das pessoas", atentou.

Quando o presidente da Comissão Especial de Meio Ambiente, Júlio César de Barros (sem partido) também criticava o despejo de esgoto in natura e o assoreamento do Canal Campos-Macaé e da Lagoa de Imboassica e indicava ao Executivo melhor fiscalização na autorização de novos loteamentos com a preocupação de se prevenir crimes ambientais desse tipo, Paulo Paes alertou: "A Prefeitura não tem poder de pressão sobre os loteamentos" Ele justificou a afirmativa explicando que a Prefeitura abre mão para venda, antes do término da obra, por meio de acordos com as empresas responsáveis, dos 30% dos lotes que lhe cabe como garantia para a execução adequada do projeto.

Fernando Pessanha criticou os órgãos, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis-Ibama e Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente-Feema, por aprovarem projetos danosos ao meio ambiente. Ele informou que o prefeito Riverton Mussi (sem partido), em viagem à Espanha, contatou um grupo empresarial que se mostrou interessado em desenvolver um projeto de tratamento de água e esgoto no município. Os empresários estarão esta semana em Macaé.

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