Dercy, cidadã macaense



A Câmara Municipal de Macaé homenageou, na última terça-feira,

A Câmara Municipal de Macaé homenageou, na última terça-feira, dia 19, Dercy Gonçalves com o Título de Cidadania Macaense. A atriz, que completou no sábado, dia 23, cem anos, está sendo esperada para a festa do aniversário de 194 anos de emancipação do município. O Decreto Legislativo 09/07 é de autoria do vereador Pedro Reis (PSDB), amigo de Dercy.
 O vereador justificou sua proposição afirmando que Dercy Gonçalves, nome artístico de Dolores Gonçalves Costa, “Passou por Macaé e levou o nome da cidade em sua vida”. Ele ironizou dizendo que, apesar dela gostar de polêmicas, e ele ser avesso a elas, são muitos amigos. “É na polêmica que ela cresce. Foi descobrindo o palavrão, que se deu bem”, observou.

 Pedro Reis descreveu Dercy como uma pessoa “modesta, normal e cheia de vida”, que defende relevantes interesses. Ele destacou, ainda, que apesar do documento de cartório confirmar seus cem anos de idade, a atriz tem, na verdade, 102, por ter sido registrada pelo pai com dois anos de atraso. Dercy nasceu no município de Santa Maria Madalena, onde, no último final de semana houve uma festa na Praça Gal. Braz.

A irreverência é a sua marca. Ainda, em 1927, desafiou padrões da época ao fugir de casa atrás de uma companhia de teatro. Ela iniciou a carreira cantando, mas depois perdeu a voz. Seu sucesso vem desde o teatro de revista e de suas participações nos filmes brasileiros das décadas de 50 e 60. Suas entrevistas, marcadas por muitos palavrões, refletem sua espontaneidade e ironia, sinais de quebra de preconceitos, sempre à frente de seu tempo. “Acho que ela merece da gente esse carinho e será esperada na festa do município de Macaé”, ressaltou o vereador.

No Carnaval de 1991, Dercy, com 84 anos,  desfilou com os seios nus, na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, pela Escola de Samba Viradouro. Na época, ela explicou dizendo: "Fizeram uma roupa com elástico frouxo". Contando sua história, ela justifica: “Quem me criou foi o tempo. Foi o ar. Ninguém me criou. Aprendi como as galinhas, ciscando, o que não me fazia sofrer. Eu achava bom”.

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