Direitos dos Idosos em discussão na Câmara de Macaé

Foto:Ivana Gravina

Julinho e Robson apresentaram proposições para atender demandas da terceira idade.

Dois requerimentos com foco nos idosos foram aprovados na sessão desta terça-feira (12), na Câmara Municipal de Macaé (CMM). O primeiro foi do vereador Robson Oliveira (PSDB) e solicita a manutenção, a restauração e a dedetização do Centro de Convivência do Idoso (CCI), no bairro Ajuda. O segundo é um pedido do parlamentar Júlio César de Barros (PMDB), O Julinho do Aeroporto, para debater a atenção à Terceira Idade no município. A audiência pública está marcada para quinta-feira, 21 de junho, às 17h, na CMM.

Robson lembrou que o dia 15 de junho marca o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. A data foi instituída em 2006 pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa. Para ele, este é um momento importante no sentido de lembrar e cobrar soluções que atendam às demandas dos idosos.

“Estive no CCI e vi que os idosos convivem com aparelhos quebrados, rachaduras no prédio, grades enferrujadas, objetos danificados e insetos que circulam pelo local. Os profissionais que ali atuam fazem um trabalho incrível, mas o espaço precisa de reforma para continuar a desenvolver atividades como crochê, artesanato e o atendimento de fisioterapia”, justificou Robson.

Pauta da Audiência Pública

O debate do dia 21 de junho discutirá diversos assuntos relacionados à Terceira Idade. O médico e vereador Márcio Bittencourt (PMDB) chamou a atenção para os buracos, obstáculos e irregularidades nas calçadas e vias públicas. Ele informou que essa seria uma das grandes causas de quedas e fraturas na terceira idade. “Precisamos dar mais atenção a essas questões.”

Outro problema enfrentado por esse grupo é a falta de medicamentos e fraldas geriátricas que, segundo Maxwell, vem causando transtornos à população, sobretudo aos mais carentes. “Há idosos acamados que não podem sair de casa e outros tantos em grande necessidade, mas o governo não os ajuda.”

De acordo com Maxwell, com frequência faltam medicamentos e fraldas e, quando estão disponíveis, o governo cria burocracias descabidas para fornecer o que o idoso precisa. “Agora está sendo exigido até atestado de pobreza, o que está em desuso e obriga o solicitante a buscar a Defensoria Pública para conseguir o que lhe é devido. O problema é que esses procedimentos aumentam o tempo de espera e enquanto isso o idoso fica desassistido”.

Jornalista: Adriana Corrêa

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