Equívoco gera constrangimento no plenário

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O plenário da Câmara esteve lotado ontem, durante a sessão ordinária, e contou com a presença de integrantes do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio de Macaé. A presidente da entidade, Mariá da Conceição Azevedo, entregou ao presidente da casa, Eduardo Cardoso (PPS), um abaixo-assinado da classe contra a ampliação e alteração do horário do comércio. Contudo, não há no legislativo municipal qualquer matéria em trâmite sobre o assunto. O vereador Luiz Fernando Pessanha (sem partido), a quem foi atribuído o suposto projeto, disse que foi ofendido pessoalmente pela sindicalista, por meio de ligação telefônica, e fez denúncias contra ela durante o grande expediente. O fato de Mariá ter se manifestado enquanto entregava o documento gerou constrangimento a alguns parlamentares se queixaram da quebra de protocolo.

Luis Fernando esclareceu sobre seu pronunciamento, feito na sessão de 03 de abril, quando expões as discussões da reunião com o presidente da Macaé Trânsito e Transpote-Mactran, Lúcio Aracati, onde estavam presentes o vereador Maxwell Vaz (PT) e representantes do Executivo e da sociedade civil organizada, com o principal objetivo de diminuir o impacto da falta de estrutura do Sistema de Transportes Coletivo, especialmente nos horários da manhã e da tarde. Nessa reunião, Aracati havia sugerido a alteração nos horários do comércio, setor turístico e das escolas da rede municipal, sendo que essa possibilidade estaria condicionada a debates com as respectivas classes.

“O atraso das pessoas para o trabalho, para a escola, ônibus lotados essa era a pauta da reunião. Não foi fechada nenhuma decisão. Na Rádio FM 101 houve uma mesa redonda onde essas pessoas participaram, com exceção de nós, vereadores, para também tratar dos problemas do transporte coletivo”, explicou. Ele disse ter ficado surpreso ao receber 11 ligações telefônicas de funcionários do comércio, inclusive da presidente do sindicato que teria chegado a ofendê-lo pessoalmente. O vereador fez denúncias contra a gestão da presidente e disse que irá apurá-las. “Me reunirei com a Associação dos Contadores para levantar esses dados”, disse.

Eduardo Cardoso teve que a advertir à sindicalista da possibilidade de ser retirada do plenário, caso continuasse a se manifestar durante a explanação de Luiz Fernando Pessanha. Quando entregava o documento ela acusou um jornal de grande circulação no município de ter vinculado a informação em foco. Luiz Fernando defende a imprensa: “Nunca foi divulgado dessa forma. A manipulação dessa informação é uma manobra política com fins eleitoreiros e partidários”, afirmou.

Ao receber o documento, o presidente ratificou: “Não existe na Câmara nenhum projeto de vereador, nem do Executivo, sobre esse assunto”. Ele se desculpou com os parlamentares que se sentiram agredidos com a permissão da entrega do documento à mesa diretora durante a sessão. “O tempo que ela falou foi tão curto que não dava tempo de tomar nenhuma atitude”, justificou. Ele informou que a participação na sessão do presidente da Mactan está marcada para dia 24 de abril. Marilena Garcia (PT) sugeriu uma audiência pública com o objetivo de buscar soluções para os problemas do transporte coletivo, para o final de maio, com a presença de sindicatos.

Nesta sessão também foi sugerida campanha contra a dengue nas mídias de televisão e rádio; o projeto da Reforma Administrativa foi criticado; foi cobrada a implementação do sistema Disk Denúncia; e foi aprovado, com destaque, em primeira votação, o requerimento 031/2007, de Júlio César de Barros,  proibindo a interferência do Executivo nas eleições para presidente das associações de moradores.

Clique aqui e veja a fala dos vereadores inscritos no grande expediente.

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