Hospitais públicos disponibilizarão atendimento espiritual voluntário



O serviço de capelania dos hospitais públicos de Macaé passará

O serviço de capelania dos hospitais públicos de Macaé passará a ser prestado, voluntariamente, por religiosos com experiência na área e credenciados para esse fim por suas entidades religiosas, ou pastorais, devidamente reconhecidas. Atualmente, o serviço, obrigatório na rede pública, apenas poderia ser realizado por profissional com formação específica para a função. Essa alteração na Lei 2.741/06, que dispõe sobre a matéria, foi proposta por Maria Helena Salles (PSDB) e aprovada pela Câmara na sessão de 26 de junho.

A vereadora justifica seu Projeto de Lei 048/07, argumentando que atualmente o curso que credencia para a função não é disponível no estado do Rio de Janeiro. Entretanto, somente os habilitados poderiam ser nomeados para o cargo. Isso dificultava a contratação e restringia a oportunidade para os que gostariam de exercer o trabalho. “Um hospital grande, como o HPM, por exemplo, tem apenas um nomeado. Estamos abrindo a possibilidade para que aqueles credenciados por seu grupo religioso possam exercer a capelania como ato voluntário. Essas pessoas deverão se cadastrar nos hospitais. Desta forma, os pacientes e seus familiares terão disponível um atendimento religioso por parte de um membro de sua religião, o que é mais apropriado”, disse.

A vereadora explicou, ainda, que a função de capelão-mor não será extinta. O nomeado deverá coordenar o trabalho dos voluntários, que precisarão ter experiência pastoral. Essa atividade deverá garantir o atendimento multi-religioso. O capelão, como membro da equipe hospitalar, e seu grupo, terão como área de atuação: a atenção e o apoio emocional e espiritual aos pacientes, seus familiares e à equipe do hospital.

A Lei 2.741/06, sancionada em 9 de março de 2006, que criou o serviço, tem o prazo para ser alterada em 60 dias, após a sua regulamentação. A partir de então, as autoridades religiosas deverão indicar seus capelães voluntários, para credenciamento junto à rede pública municipal. “Considero uma grande contribuição aos familiares e enfermos poder ter a atenção específicas de um membro do seu grupo religioso, nos momentos em que estão mais fragilizados e precisam desse apoio”, reiterou Maria Helena.

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