João Sérgio alerta para riscos de deslizamento em morro próximo ao Jardim Pinheiro



O vereador, João Sérgio de Lima (PMDB), denunciou, na sessão ordin&aa

O vereador, João Sérgio de Lima (PMDB), denunciou, na sessão ordinária da última quarta, dia 14, o grave risco de deslizamento do morro ao lado do Jardim Pinheiro, próximo ao Cecap e ao templo Xangô Menino. Com as constantes chuvas e os cortes de árvores feitos para limpar terrenos e construir casas, o local virou uma ameaça para aqueles que moram e convivem naquela região. “Na hora em que o morro descer, vai descer tudo: casas, escola, templo”, alertou o vereador.

João Sérgio afirma que a Defesa Civil já foi alertada sobre as condições do local, porém não teria comparecido quando lhe foi solicitada a presença. O vereador enfatizou que, há 16 anos, chama a atenção para o alto risco de deslizamento de terras no local, com conseqüências gravíssimas, onde o risco à vida das famílias e estudantes é iminente.

O líder do governo na Câmara, Paulo Antunes (PMDB), apoiou o colega e considerou extremamente perigoso o fato de a Defesa Civil ter se negado ao pedido de comparecer ao local. Ele garantiu, também, que tentará agendar uma visita do secretário executivo de Obras, Tadeu Campos, ao morro próximo ao Cecap, para a próxima segunda, dia 19, na parte da manhã.

O vereador, Maxwell Vaz (PT), por sua vez, alertou para o fato de que é possível se deparar com muitos locais públicos ao redor do Cecap. “Se a situação está tão grave, pode ser que precise interditar a escola que ali funciona, onde diariamente estudam muitas crianças, e o Xangô Menino”, lembrou. O vereador, disse que é essencial que, desta vez, a Casa convoque a Defesa Civil. Ele se comprometeu, também, em ligar para o Coronel Caldas, do Corpo de Bombeiros, no dia 14.

Já a vereadora, Maria Helena Salles (PSDB), sugeriu, de forma mais ampla, que o secretário executivo de Obras, Tadeu Campos, compareça a uma visita, em plenário, para “expor publicamente quais providências estão sendo tomada no sentido de prevenir e combater os riscos à população, em decorrência das chuvas”.

Denúncias:

No início de setembro, pouco tempo após assumir o lugar de Júlio César de Barros (PMDB) – de quem é suplente e que fora nomeado secretário executivo da Infância e Juventude – o vereador, João Sérgio de Lima (PMDB), já havia denunciado, em plenário, no dia 6, o desmatamento das encostas no bairro Jardim Pinheiro. De acordo com o parlamentar, o risco de desabamento se fazia cada vez mais iminente, neste período, colocando em perigo a vida dos moradores e do Xangô Menino, bem como seus anexos.

Naquela semana, o vereador visitou diferentes locais nas redondezas, chegando até a parte mais alta do bairro, onde existem terrenos de Área de Preservação Ambiental (APA) que foram devastados para loteamento e construção.

O vereador pediu que a Defesa Civil elaborasse um laudo técnico e um levantamento topográfico, bem como um relatório dos terrenos do local para saber se houve invasão da APA.  Somente com o resultado seria possível decretar situação de emergência. João Sérgio disse que os terrenos costumavam ser de 30 x 12 metros quadrados, entretanto já se é possível notar avanços no gabarito dos terrenos.

Já naquela ocasião, o vereador propunha: “que seja feita uma limpeza no local, cortando-se as copas das árvores maiores e alguns cipós.
É o que podemos fazer para tentar evitar um desastre com as chuvas. O terreno limpo faz com que a água ganhe velocidade, o que indica grande perigo para todos que moram, estudam e trabalham por aqui”, afirmou.

O solo inclinado dos terrenos acima do Xangô Menino é outro agravante. Entre as alternativas propostas pelo vereador está a construção de um muro de alvenaria ou pedra ou ainda uma espécie de banqueta para amenizar a força da água da chuva. Também deveria ser avaliada a possibilidade de drenagem das águas pluviais, através de canaletas.

Além do risco de desabamento, a fauna nativa tem se tornado cada vez mais escassa. “A pressão do meio é grande. Muitas espécies de pássaros estão sumindo. Os pássaros foram reduzidos a pássaros urbanos. Agora, só encontramos pardais por aqui”, enfatizou o vereador. João Sérgio conta que,  há alguns anos, era comum encontrar micos, lagartos, tatus e gambás pela mata.

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