Legislativo solicita à Odebrecht Ambiental que informe sobre valor de taxas



Vereadores querem entender cobranças de taxas

Uma correspondência será enviada pela Câmara Municipal de Macaé à Odebrecht Ambiental “solicitando informações do valor total arrecadado diretamente do contribuinte referente aos tributos cobrados a partir da assinatura da PPP (Parceria Público Privada) do Esgoto”. Esse foi o resultado da aprovação do Requerimento 148/2016, feito por Igor Sardinha (PRB), na sessão desta terça-feira (5).

 

Ainda antes de Igor defender a proposta, Marcel Silvano (PT) já a apoiou: “A Odebrecht sente-se dona da cidade, com obras que afetam a vida dos macaenses e cobrando taxas que eles não conseguem entender”. Segundo o petista, a Cedae informa que bairros onde nunca faltou água, agora estão com problemas devido a intervenções da Odebrecht.

 

“É importante que saibamos que condições os fiscais da prefeitura estão tendo para cobrar dessa empresa serviços de qualidade”, acrescentou Marcel. Por sua vez, Igor falou dos altos valores que estão sendo cobrados. “Além disso, há pessoas que recorrem ao atendimento pessoal da empresa e não estão obtendo esclarecimentos”, afirmou.

 

O líder da oposição disse, também, que o requerimento é para saber o porquê de determinadas cobranças. “Em alguns bairros, começaram a serem cobradas taxas que antes não existiam e as pessoas não conseguem descobrir o motivo”. O presidente da Casa, Eduardo Cardoso (PPS), deu um exemplo: “Na Imbetiba, estão cobrando taxa de ‘recuo de esgoto’, e a Odebrecht não explica o que é isso”.

 

Problemas nas ruas e com o 0800

 

Marcel afirmou que o mesmo ocorre na Praia Campista. “E lá nem tem rede de esgoto, fora que já estão sendo feitas cobranças em bairros onde ainda não há nem obras”, disse. Para Maxwell Vaz (SD), há, de fato, cobranças indevidas. “Eu cheguei a ver contas com taxas sobre ‘recursos hídricos’. Essa taxa tem que ser paga pela Cedae, que é a responsável pela captação da água”.

 

O vereador reiterou que as obras são necessárias, mas citou os transtornos causados nas ruas. “As operações devem ser devidamente sinalizadas e não podem impedir os moradores de entrar e sair de suas casas”. Ele também reclamou dos altos valores, dizendo que há contas com valor triplicado. Já Amaro Luiz (PSB) mencionou o 0800 da empresa: “Você telefona para lá e a ligação nunca é completada”, concluiu.

 

 

 

Jornalista: Marcello Riella Benites

 

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