Luiz Fernando convoca comissão para combater falta d’água

Durante a sessão ordinária desta quarta, dia 7, o vereador e vice-líd

Durante a sessão ordinária desta quarta, dia 7, o vereador e vice-líder do governo na Câmara, Luiz Fernando Pessanha (PMDB), solicitou que fosse formada uma comissão para combater o problema da falta de água em Macaé, com ele na presidência. O grupo formado, após requerimento do vereador, e aprovado em plenário, irá ao Rio de Janeiro e também entrará em contato com o responsável regional da Cedae, Marco Túlio. A comissão terá como presidente o vereador, Luiz Fernando, e como membros os vereadores, Marilena Garcia (PT), José Carlos Crespo (PTN), Jorge de Jesus (PRB); e como suplente o vereador, Maxwell Vaz (PT).

Luiz Fernando fez uma denúncia relativa a uma visita que fez, na última terça, dia 6, ao bairro Barramares: “a Cedae não resolve a questão da ligação da tubulação e as pessoas têm que pedir caminha pipa, toda semana, para abastecer suas casas”, contou. O vereador afirmou que os moradores estão recebendo água contaminada: “é estado de calamidade pública. A Cedae não tem um ‘ai’ nos seus estoques para concluir o serviço e as pessoas receberem água potável em suas casas. É um absurdo os moradores continuarem gastando de R$400 a R$600, por mês, com caminhão pipa. As crianças podem, também, contrair uma hepatite ou outras infecções”, alertou.

“Eu venho batendo nisso aqui, há três anos, e nada se resolve”, lamentou Luiz Fernando, dizendo, ainda, que as pessoas que fazem gato não querem o gato: “elas querem água potável em suas casas”. Ele chamou atenção para o fato de o verão não ter sequer começado, mas já faltar água em Macaé.

O vereador, Pedro Reis (PSDB), fez uma parte à fala do vereador e disse que o superintendente da Cedae demonstrou boa vontade, mas ele declarou não saber se o responsável dispõe de recursos para solucionar a questão.

Luiz Fernando informou que a caixa d’água no Morro Santa Mônica está para ser concluída há mais de 10 anos. “Tem 12 anos que aquela obra começou e ainda não foi concluída. A Cedae está sucateada”, disse. O vereador demonstrou sua preocupação, destacando o crescimento acelerado de Macaé: “tem que ter infra-estrutura para as pessoas residirem aqui. O bairro Lagomar, por exemplo, é o maior de Macaé. Hoje, há 40 mil habitantes lá e uma mudança nova por dia. Mas nem sequer 10 mil votantes no município”, lamentou.

O vereador, Jorge de Jesus (PRB), também fez uma parte à fala de Luiz Fernando. “O prefeito, Riverton Mussi (PMDB), tem a intenção de pegar a água para a prefeitura”, enfatizou. Porém, reclamou que o governador não tem ajudado o prefeito e, tampouco,  honrado com suas promessas.

José Carlos Crespo (PTN), por sua vez, informou que em 1998, foi aprovado, na Casa, uma matéria para a prefeitura assumir o controle da água. “Depois do prazo determinado, o prefeito notificou a Cedae, que exigiu uma indenização pelo patrimônio que ela acha que construiu. Esse caso foi parar na justiça”, declarou.

O vereador e primeiro secretário da Câmara, Maxwell Vaz (PT), acrescentou que ainda há água no Rio Macaé, porém futuramente poderá não ter. “O que falta, agora, são sete quilômetros de tubulação, o que custa 12 milhões de reais em materiais”, informou. Ele disse que começou a tentar alternativas: “conversei com a diretoria de interior da Cedae e fiz uma proposta: se os grandes consumidores adiantarem esse dinheiro, para depois ser descontado na conta de água, é possível a Cedae fazer esse convênio, com a Petrobras?”. A resposta foi afirmativa.

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