Má iluminação pública criticada no plenário



Em meio a crise na segurança pública, que chegou ao ápice com a divul

Em meio a crise na segurança pública, que chegou ao ápice com a divulgação pela mídia nacional da quinta colocação de Macaé no ranking dos municípios brasileiros com os mais elevados índices de homicídios de jovens, a preocupação com fatores que podem agravar esse quadro ficou mais evidente na Câmara. Por isso, os discursos criticando a precária iluminação da cidade tem sido mais enfáticos e unânimes.

Júlio César de Barros (sem partido), em sua fala no plenário, ressaltou que o descuido com a iluminação pública é propício à ação de criminosos. Ele comentou a declaração do funcionário público responsável pelo setor de iluminação da prefeitura, em um programa de TV a cabo, de que apenas 30 lâmpadas haviam sido compradas pelo município este ano. O vereador pediu que o prefeito Riverton Mussi (sem partido) tomasse medidas emergenciais, considerando que há orçamento específico para esse fim.

Paulo Paes (PSDB) também tratou desse problema, que acontece da mesma forma na Região Serrana. "Peço, desde novembro, a melhoria da rede, que precisa de umas sessenta a oitenta lâmpadas. Contudo, trocaram apenas seis", reclamou. Ele disse que contraditoriamente foi informado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cardoso (PPS), durante uma das sessões ordinárias anterior, de que o prefeito teria comprado 80 mil lâmpadas. Paes ficou contrariado com a declaração do encarregado pelo setor de que há no estoque somente 30 lâmpadas.

Marilena Garcia (PT), que também criticou a iluminação pública, sugeriu a eleição de uma comissão para elaborar, junto ao executivo, um plano de ação emergencial para combater a violência. "Temos que chegar com um respaldo no Rio de Janeiro, onde, em reunião com secretários estaduais das áreas sociais, possamos elaborar um plano especial de atuação em Macaé", disse. Ela considera que, desta forma, as conquistas, como os encontros com o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, e com o presidente da república, Lula, assim como a respeitabilidade alcançada não sejam perdidas.

Pedro Reis (PSDB) ao falar da má iluminação e de outras solicitações ao poder público ressaltou "É muito pouco o que nós queremos, em função do que Macaé tem". Foram assuntos tratados na sessão de ontem: o crescente número de casos suspeitos de dengue; problemas ambientais; a interferência do executivo nas eleições para presidente de associações de moradores de bairros; o estado precário das calçadas do município e problemas com obra da Ponte do Córrego do Ouro. Durante o grande expediente, Marilena Garcia divulgou seus processos legislativos voltados para as mulheres. Não houve quorum para deliberar sobre as matérias porque seis vereadores estavam ausentes. As ausências foram motivadas ou por doença, ou por viagem com o prefeito Riverton Mussi (sem partido).

Clique aqui e veja a fala dos vereadores inscritos no grande expediente.

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