Morte de adolescente no HPM é tema da Tribuna Cidadã

Novo presidente da OAB/Macaé ainda falou sobre objetivos da sua gestão

O falecimento de Marcos Paulo Melo, de 16 anos, no Hospital Público Municipal (HPM), no dia 14 de fevereiro deste ano, foi relatado na manhã desta quarta-feira (24) na Câmara Municipal de Macaé. O relato foi feito durante a Tribuna Cidadã, que antecedeu a sessão ordinária, pela mãe dele, a pastora Gerusa Melo de Almeida.

 

Emocionada, Gerusa contou a história, que começou há de cerca de 20 dias, quando ela o levou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Lagomar, com queixa de dor na garganta. Segundo ela, após passar também pela UPA da Barra, o jovem foi levado para o HPM, onde foi registrado que sua pressão estava baixa.

 

A mãe falou de dificuldades para realizar exame de ecocardiograma, inclusive, com indicação para fazê-lo em clínica privada, além de atendimento no consultório particular do diretor do HPM, Márcio Bittencourt. Ela mencionou mais de uma ida ao HPM, com liberações para que o jovem retornasse a sua casa, e indicação errada de dosagem de medicamento.

 

“Eram duas enfermeiras para atender 80 pessoas. Uma hora antes de meu filho falecer de enfarte, fui informada de que não havia leito. Uma médica ordenou que retirassem uma pessoa de um leito ocupado”, contou ela. A participação de Gerusa foi sucedida pelas falas de Maxwell Vaz (SD), Amaro Luiz (PRB) e Igor Sardinha (PRB), que presidiu a Tribuna Cidadã, todos manifestando solidariedade e prometendo ações relativas ao caso.

 

Amaro Luiz convidou a pastora para participar da associação de famílias vítimas de erro médico que ele está fundando, motivado pelo falecimento de sua mulher, recentemente, durante tratamento em instituição privada de saúde. O novo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB – Macaé), Fabiano Paschoal de Souza, que também participou da Tribuna Cidadã antes de Gerusa, ao apresentar as metas de sua gestão na entidade, acrescentou que a Ordem também pretende apurar o caso.

 

Nova gestão da OAB

 

 

Informando que a OAB/Macaé abrange, inclusive, os municípios de Quissamã, Conceição de Macabu e Carapebus, com 1.634 associados, Fabiano disse que a entidade, além fiscalizar o exercício dos profissionais, irá, em sua gestão, cumprir seu papel de “guardiã da sociedade”. Fabiano referiu-se, particularmente, à situação da Casa de Custódia de Macaé, onde os detentos vivem, segundo ele, em condições que ferem os direitos humanos.

 

Disse, ainda, que tem reuniões agendadas com o governador do Estado e o presidente da Assembleia Legislativa para tratar do reduzido contingente de policiais militares, o que, segundo Fabiano, tem favorecido o grande aumento da violência na cidade. Outra meta do advogado é sobre o Fórum Estadual, no sentido de aumentar o insuficiente número de juízes e servidores, o que torna os processos muito lentos. A OAB voltou à pauta, na sessão ordinária, quando foi aprovado um Projeto de Lei do Executivo que prorroga o prazo para construção da nova sede da OAB, em terreno cedido pelo governo municipal.

 

 

Jornalista: Marcello Riella Benites

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