Obra da caixa coletora de esgoto da lagoa começa em quatro meses

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Durante a audiência de ontem, no plenário da Câmara sobre a preservação da Lagoa de Imboassica, o prefeito Riverton Mussi (sem partido) afirmou que até a próxima quarta-feira, dia 18, será publicada a licitação para a obra da caixa coletora de esgoto da lagoa, no valor de R$ 1.300 milhões, com o prazo de 120 dias para início das obras. O prefeito informou também que 70% da rede de esgoto do Centro da cidade será reformada e sugeriu um convênio entre os núcleos de biologia do Cederj e do Nupem com o objetivo de um estudo em conjunto da lagoa.

O secretário de Obras, Tadeu Campos, detalhou o projeto de uma Subestação Terciária de Tratamento de Esgoto, que atenderá toda a zona sul da lagoa, enquanto que uma caixa coletora capitará e bombeará para a Estação de Tratamento de Esgoto da Virgem Santa os resíduos das demais zonas. O processo da caixa coletora já está em tramitação de licitação. Indústrias e condomínios do entorno, por determinação do Ministério Público, se responsabilizarão pela rede coletora de esgoto.

Segundo o prefeito Riverton Mussi, o processo de licitação da Subestação Terciária de Esgoto, mais cara e complexa, está emperrado por demora de parecer da Feema. Enquanto que o reinício das obras da Estação da Virgem Santa dependem da liberação do Tribunal de Contas. Contudo ele afirmou que até a próxima quarta-feira será publicada a licitação para a caixa coletora. O prefeito se queixou da dificuldade de se obter licenças ambientais, especialmente estaduais, nos primeiros anos de seu governo. Segundo ele, isso impediu algumas ações a favor do meio ambiente. Ele também respondeu a uma sugestão de um munícipe (Flávio) da duplicação da Rodovia Amaral Peixoto por meio de pelotis sobre a lagoa. Riverton considerou este procedimento inviável por ter alto custo. Além disso, sugeriu um convênio entre os núcleos de biologia do Cederj e do Nupem com o objetivo de um estudo em conjunto do corpo hídrico.

O secretário de Meio Ambiente, Fernando Marcelo, que compôs a mesa do evento, disse que considera administrar questões relativas ao meio ambiente como gerir conflitos. Ele explicou que a abertura da barra da Lagoa de Imboassica, ocorrida em 2005 e criticada pelo diretor do Nupem da UFRJ, Francisco Esteves, foi decidida de forma participativa com os órgãos de todas as esferas do setor e com parecer do próprio Nupem. Marcelo informou que a secretaria está estudando uma alternativa para o canal extravasor, considerado fundamental para o presidente da Associação em Defesa da Lagoa de Imboassica-Adlim, Henrique Hemery. O secretário, que salientou que o tratamento do esgoto é questão básica para a lagoa, expôs os projetos da subestação, o de análise do Plano de Alinhamento de Orla-P.A.O. e o de preservação e plantio de matas ciliares.

O projeto de Revitalização Paisagística, Urbanística e Ambiental da Bacia Hidrográfica de Imboassica, apresentado por técnicos da secretaria, prevê drenagem da lagoa, fiscalização de obras do entorno, pesca artesanal, educação ambiental, práticas esportivas e devolução de uma área de taboal à lagoa, por meio de abertura de canais de revitalização. Essa medida foi determinação da Serla como forma de compensação ambiental pela perda de 0,32% de espelho d’água por causa do aterramento para a duplicação da Rodovia Amaral Peixoto.

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