Participantes de audiência criticam programa de oncologia

Foto:Tiago Ferreira

Vereadores discursaram em apoio à Santa Casa como sede do tratamento de câncer na cidade

A grande presença de pacientes, profissionais e pessoas envolvidas nas políticas de saúde foi a marca da audiência que tratou do Programa Municipal de Oncologia, na noite desta segunda-feira (3), na sede do Legislativo. No evento, presidido por Márcio Bittencourt (MDB), a maioria dos presentes rejeitou os projetos de lei (PL) – 022 e 024/2019 – do Executivo para o programa.

Márcio lamentou a ausência de membros do governo. A paciente Maria Madalena de Pontes Melo, do Grupo Renascer da Costa do Sol, defendeu que o câncer continue sendo tratado no Hospital São João Batista (HSJB)/Santa Casa, criticando o PL 024/2019, que define o HPM como sede do tratamento.

O HPM abrigaria, de acordo com o projeto, a Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), que é credenciada pelo Ministério da Saúde. Assim, a Santa Casa, que está tentando obter esse credenciamento, ficaria prejudicada, já que para Macaé e região (municípios com até 1 milhão de habitantes) só pode haver uma Unacon.

Segundo Madalena, no São João Batista, as pessoas são tratadas com “amor e excelência”. A estudante de Medicina Paula Alves afirmou o que a prevenção é o que falta em Macaé e não o tratamento. “As pessoas já chegam à Santa Casa com a doença em estágio avançado”. Cláudio Henrique Marques disse que há dois anos tenta conseguir um exame para a esposa que tem câncer no intestino.

Conselho Municipal de Saúde

Magno Rocha, presidente do Conselho Municipal de Saúde, lembrou que o órgão não foi consultado para a elaboração dos PLs. “O projeto ainda prejudica a Santa Casa na contratualização com a prefeitura”. Foi uma referência ao PL 022/2019, que obriga o HSJB a destinar ao programa de oncologia 10% dos recursos que recebe da prefeitura como entidade filantrópica.

Vereadores, médicos, inclusive da diretoria do HSJB, enfermeiros, fisioterapeutas, entre outros profissionais da saúde, e ativistas discursaram sustentando as posições já mencionadas. Acrescentaram que a Santa Casa deveria ser apoiada para realizar, além da quimioterapia, a radioterapia. Eles ainda afirmaram que o HPM não tem condições de ser uma Unacon, pois já está sobrecarregado com o atendimento de emergência.

Márcio Bittencourt comentou: “Acho um absurdo colocar pacientes oncológicos fragilizados junto com baleados, tuberculosos e portadores de outras doenças”. Também foi criticada a idoneidade da empresa campista indicada para administrar a Unacon no município.

Além de Márcio, os vereadores presentes foram José Prestes (Cidadania), Robson Oliveira (PSDB), Marvel Maillet (Rede), Julinho do Aeroporto (MDB), Marcel Silvano (PT), Maxwell Vaz (SD) e Márcio Barcelos (MDB), que manifestou apoio aos projetos do Executivo. 

 

Jornalista: Marcello Riella Benites

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