Pedro Reis e Paulo Paes cobram providências da Saúde e do Social

O vereador, Paulo Paes (PSDB), disse considerar doente a Saúde de Macaé. &ld

O vereador, Paulo Paes (PSDB), disse considerar doente a Saúde de Macaé. “Eu não peço mais nada à Saúde de Macaé. Não tem remédio, não tem atendimento, falta médico, uma série de situações”, criticou. Ele contou que vem pedindo uma equipe médica há três eventos: em disputas de motocross e hipismo rural; mas sem sucesso: “são modalidades arriscadas que podem resultar em acidentes, porém não tenho dado sorte. Nas três vezes em que eu pedi para que a Saúde desse uma assistência àqueles eventos, não fui assistido”, afirmou. De acordo com o vereador, a alegação era de que a Saúde não paga hora extra, nem adicional, e então a equipe não vai.

Paulo Paes contou que, no último domingo, houve outro evento do tipo, no Trapiche. Novamente, solicitaram-lhe que conseguisse uma equipe médica: “Eu falei que não ia mais fazer ofício, porque eu não estava sendo atendido. E, graças a Deus, porque eu não fiz o ofício; a equipe médica apareceu. Quando cheguei lá e vi ambulância e os páramédicos, fiquei satisfeito”, disse.

Por outro lado, o vereador contou o caso de uma senhora, que morava em Córrego do Ouro, na região serrana, cuja família era paupérrima, e que veio a falecer, na semana passada, em Niterói. Paulo Paes foi acionado e convocou a família para acompanhá-lo até Macaé, na expectativa de solucionar o problema. “Chegando aqui, fui direto à Fundação de Ação e Promoção Social. Descobri, entretanto, que o veículo que a prefeitura tem para fazer esse tipo de transporte está quebrado”, informou. A solução foi resolver de outra forma, sem o apoio devido: “Os pobres de Macaé estão sacrificados. Estão desassistidos pelo poder municipal, estadual e federal”, lamentou.

O vereador, Pedro Reis Pereira (PSDB), também afirmou: “quem está na ponta do sistema está sofrendo muito. Defendo o caso de uma instituição, sobre a qual o vereador, Maxwell Vaz (PT), também falou na semana passada, que cuida da velhice de Macaé. Quando vejo os idosos passando fome e sofrendo maus tratos, tenho até dificuldade de ver o raciocínio progredir em outra direção”.

“A questão das ambulâncias também é grave. Quantas vezes eu já falei, aqui, que o Ministério da Saúde oferece subvenção para que o município venha a ter ambulâncias de forma gratuita?”, questionou. Para isso, é preciso formar uma estrutura complexa, “mas é tão importante e tão salutar, que vale a pena se esforçar”, recomendou. O vereador lembrou, também, que houve a municipalização da Saúde de Macaé, e não, a “prefeituralização”. “Nem o governo federal, nem o estadual podem se omitir”, enfatizou.

Na quinta, 18, foi o Dia do Médico. “O SUS paga R$2,50 por uma consulta médica. Pode um negócio desses? Tem cabimento?”, indignou-se Pedro Reis. E acrescentou: “pode um médico fazer uma cirurgia com responsabilidade por R$30, R$40, R$50? Tem colegas que fazem, porque é o que o Ministério da Saúde paga”, revoltou-se. O vereador cobrou: “nós somos de uma classe que merece respeito e remuneração. Afinal, ninguém vive de cuspe e giz. Bons e maus profissionais existem em todas as áreas”.

Atraso no pagamento:

Na semana passada, Paulo Paes, questionou o atraso, em até oito meses, no pagamento das kombis que fazem o transporte escolar e dos aluguéis das casas que funcionam como creches e escolas. “No dia seguinte da conversa que tive com o vice-líder do governo no Câmara, Luiz Fernando Pessanha (PMDB), (e ele ia se encontrar com o prefeito naquele dia), os responsáveis pelas kombis receberam um mês, pelo menos, de salário. É muito pouco, mas melhor pouco do que nada.”, afirmou.

Pedro Reis, por sua vez, disse: “É desumano o tratamento que vêm se dando às instituições sociais de Macaé. Negar a quem tem direito; não tem voz e que não pode pedir, chega à desumanidade”, declarou. A instituição que o vereador defende existe há 30 anos (A Casa do idoso) e só recebeu cinco das dez parcelas propostas. “Tem muitos abutres levando o nosso dinheiro, dinheiro da prefeitura, dos contribuintes”, disse.

Deixe uma resposta