Propostas para transporte coletivo são sugeridas



O presidente da Câmara de Macaé apresentou, na sessão ordinária

O presidente da Câmara de Macaé apresentou, na sessão ordinária de ontem, propostas para melhoria do transporte coletivo urbano. Ele sugeriu que as linhas, ainda não licitadas, sejam dispensadas às cooperativas de vans e microônibus, assim como as linhas deficitárias dos ônibus e as chamadas corujão, que circulam de madrugada. Essas alternativas atenderiam às reivindicações dos cooperados que, desde ontem, promovem uma paralisação por tempo interminado, motivada por atraso de pagamento pela empresa Viação 1001/Macaense.  Eduardo Cardoso (PPS) ressaltou que a busca de soluções para os problemas do transporte coletivo é uma luta de todos os vereadores e, ainda, que a Câmara Municipal tem que se envolver com a questão em virtude da responsabilidade dos parlamentares.

Eduardo afirmou que os problemas do Sistema Integrado de Transporte-Sit podem prejudicar a reeleição do prefeito Riverton Mussi (*PMDB). Paulo Paes (PSDB) também considerou essa possibilidade e defendeu o livre trânsito das vans. “Antes não se sofria com problemas de lotação e espera nos pontos. As vans socorriam aonde as empresas de ônibus não iam”, defendeu o vereador. O presidente, entretanto, elogiou a fiscalização sob as vans ilegais, iniciada pelo ex-presidente da Mactran, Fernando Magalhães, assassinado ano passado. Ele avalia que as cerca de 40 vans cooperadas não prejudicariam o trânsito e indicou que o procedimento seja feito de modo experimental por um ou dois meses.

O presidente da Cooper Macaé, Mazil Correia Soares, esteve ontem, às 16:30h, na autarquia municipal de transito e transporte, Mactran, reunido com o superintendente da Macaense, Cássio Santana, e com o presidente da autarquia, Lúcio Aracati. Na reunião, Mazil foi informado que a empresa não dispõe de recursos para efetuar o pagamento atrasado, esse mês desde o dia 4, e o adiantamento de 20%, que vence hoje. Por esse motivo, a paralisação será mantida. Hoje, às 11h, o grupo terá uma audiência com o prefeito Riverton Mussi para tratar do impasse. Eduardo Cardoso, que esteve ontem, às 9h, no Terminal da Lagoa, classificou a manifestação como pacífica e ordenada e informou que os cooperados não podem se quer honrar seus compromissos com fornecedores.

“São cerca de 100 mil usuários do transporte integrado de Macaé. Tem dinheiro sim. A 1001 e a Macaense vão tirar a eleição do prefeito Riverton Mussi, se continuar essa situação. Os interesses oficiais e extra-oficiais que representam vão tirar do prefeito a eleição”, discursou o presidente que ainda criticou a superlotação nos ônibus e completou: “Essa luta não é minha. É de Júlio César de Barros (sem partido), que tem sido um defensor da causa; de Paulo Paes, em denunciar os problemas do transporte na Região Serrana; de Maxwell Vaz (PT) , de Jorge de Jesus (PRB), de Marilena Garcia (PT), de Luiz Fernando Pessanha (sem partido), de Maria Helena Salles (PSDB) e outros. Podem contar com a Câmara Municipal. A solução vai ser encontrada. Macaé não pode ficar refém desse lóbi”.

Marilena Garcia (PT) enfatizou que dos grandes momentos de complicação se extrai a solução. “Talvez o transporte coletivo das nossas vans, que ocupam um percentual tão grande de chefes e mães de famílias, possa ser a solução para que o povo macaense seja mais bem servido”, disse e sugeriu a formação de uma comissão permanente, liderada pelo presidente da casa legislativa, para acompanhamento desse processo.

Nesta sessão, presidida por Paulo Paes, Eduardo Cardoso também comentou a reivindicação de um grupo de moradores da Praia de Imbetiba contra o asfaltamento da Av. Elias Agostinho com a justificativa de se tratar de um calçamento de cimento de cerca de 60 centímetros de espessura, datado de 1951, de valor histórico e paisagístico para a cidade. A pedido do presidente, o secretário de Obras e Urbanismo, Tadeu Campos, autorizou a suspensão do asfaltamento. No expediente, teve destaque a apresentação, pelo vereador Jorge de Jesus, do PL 050/07 que torna obrigatório, no âmbito no município de Macaé, a adaptação de computadores para utilização de pessoas com deficiência visual em lanhouses e estabelecimentos similares, ou em qualquer estabelecimento que disponibilize um número superior a quatro computadores.

* filiação não formalizada.

 

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