Sana sofre com situação da água, segurança, acesso e saúde

 <span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: justify;">O evento contou com a participação de cerca de 150 pessoas e de 10 dos 17 parlamentares.&nbsp;</span>

A preservação das fontes de água e a exploração sustentável das cachoeiras foram as primeiras reivindicações levantadas pelos moradores do Sana, onde se realizou a Câmara Itinerante deste sábado (7). Promovido pela Câmara Municipal de Macaé, e solicitado pelo vereador Welberth Rezende (PPS), o evento contou com a participação de cerca de 150 pessoas e a presença de 10 dos 17 parlamentares. A sessão aconteceu no campo próximo ao Colégio Municipal do Sana.
 

Bruno Szuchmacher, da ONG Pequena Semente, afirmou que o acesso às cachoeiras tem que ser controlado. “As pessoas fazem festas com churrascos nas nossas cachoeiras e deixam tudo sujo. O poder público tem que estar atento para preservar a quantidade e a qualidade das águas”. Ele frisou o respeito que se deve ter com a Serra, que é uma área de proteção ambiental, e solicitou que o produtor receba recursos para preservar as nascentes.
 

Proprietários defenderam o limite para a visitação, argumentando que as cachoeiras do Sana recebem até 3 mil pessoas num fim de semana, sem possuir estrutura básica no entorno, como banheiros. Eles reclamaram também da retirada de água das nascentes para o abastecimento público. “Quando a fonte é necessária para o abastecimento da população, eu defendo a desapropriação com indenização satisfatória. Mas acho justos a luta dos proprietários e o apoio do governo quando for interessante a exploração comercial das cachoeiras”, disse Maxwell Vaz (SD).
 

 

Críticas ao comandante do 32º Batalhão da Polícia Militar
 

George Jardim (PMDB) disse que a segurança pública é o grande problema da Serra Macaense, apelando ao deputado Jânio Mendes (PDT), que também compôs a mesa, para que intervenha junto à Secretaria Estadual de Segurança pela região. “Os DPOs foram retirados e a região está desprotegida”, afirmou George. O presidente da Casa, Eduardo Cardoso (PPS), também denunciou a ausência da ação do órgão na Serra.
 

Devido à falta de policiamento, foi solicitado um cinturão de segurança pública, com monitoramento por câmeras, pelo presidente da Associação de Moradores do Sana (AMS), Cristiano Veiga. “As pessoas são assaltadas quando passam de moto na estrada, têm suas casas roubadas e não adianta pedir socorro à polícia, pois não somos atendidos”, denunciou. Chico Machado criticou o comando do 32º Batalhão de Polícia Militar. “O comandante Pimenta não recebe os vereadores e não atende as revindicações dos cidadãos de Macaé”.
 

O deputado Jânio Mendes concordou com as críticas. “Temos jovens policiais da nossa região servindo em outras áreas nas Unidades de Polícias Pacificadoras, que poderiam mudar significativamente a realidade da falta de efetivo, voltando a atuar no município. Creio que são 100 policiais de Macaé nas UPPs”. Quanto ao comando do Batalhão, ele afirmou: “Político não indica ocupantes de cargos. Mas político pode tirar esses ocupantes de lá”, disse. E acrescentou que vai levar o problema à Secretaria Estadual de Segurança.
 

 

Problemas de acesso
 

A moradora Lucimar Gomes de Andrade solicitou asfalto para o Sana e cobrou dois horários de uma linha de ônibus Sana–Macaé. “Temos que fazer baldeação no Frade e a demora para chegar ao centro de Macaé é enorme”, reclamou. Marques Rocha, supervisor de estatística e controle da SIT, afirmou que verificará junto à Secretaria de Mobilidade Urbana a possibilidade de viabilizar a linha.
 

Falando de outro problema ligado ao acesso, o presidente da Associação perguntou: “Quando vai começar a obra da estrada Frade-Sana? O prefeito disse que não seria problema fazer a pavimentação, no entanto, nada foi feito”. O secretário municipal do Interior, Paulo Paes Filho, afirmou que a empresa contratada não está realizando o serviço a contento, nem atendendo às exigências da Secretaria.

 

Saúde pública
 

Carine Lima, funcionária do posto local, mencionou dificuldades para fazer o primeiro atendimento a pessoas que passem mal gravemente no Sana. “Precisamos de condições mínimas para atendimento no posto. Nós tiramos do nosso bolso para comprar equipamentos como aparelhos de pressão”. Segundo ela, se alguém enfartar no Sana, corre grande risco de morrer, pois os primeiros-socorros estão muito prejudicados. Não havia representante da Secretaria de Saúde para responder às críticas e reivindicações.
 

Entre outras demandas, a praça pública com área de lazer para a população, especialmente, parquinho para as crianças, também foi solicitada, além da reabilitação do Espaço Criação, na Feira de Artesanato do Arraial. Emenda impositiva de Welberth, a obra, em benefício dos artesãos, ainda não foi atendida. A reivindicação gerou comentários de parlamentares criticando o não atendimento da maioria das emendas impositivas apresentadas ao orçamento pela Câmara.

 

Jornalista: Marcello Riella Benites
 

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