Saúde e segurança em debate na Câmara de Macaé

Foto:Tiago Ferreira

Os requerimentos aprovados são do vereador Robson Oliveira

   Foram aprovados na sessão desta quarta-feira (7) um conjunto de requerimentos que cobram do poder Executivo ações para a saúde e segurança da população. O vereador Robson Oliveira (PSDB) foi o autor das propostas. Três delas são sobre ações de combate às doenças causadas pelo Aedes aegypti. Outras tratam do descarte de esgoto in natura no mar, da segurança das mulheres e da criação de um Centro Especializado para Idosos (CEI) na Região Serrana.

Um dos requerimentos destacados pelo próprio autor é o que pede o cumprimento da Lei 4.097/2015, do ex-vereador Igor Sardinha. Em vigor há quatro anos, a lei autoriza a parada dos ônibus fora do ponto para o desembarque de mulheres após as 21h. A legislação foi criada para dar mais segurança àquelas que precisam usar o Sistema Integrado de Transporte (SIT) à noite. No entanto, segundo Robson Oliveira, ela não está sendo cumprida.

Outra cobrança feita pelo parlamentar é um pedido de providência para o esgoto, sem tratamento, que vem sendo despejado na praia do Lagomar. “A BRK Ambiental nos informou que não é competência da empresa cuidar da questão. Mas se a concessionária que coleta e trata o esgoto na cidade não é a responsável, gostaria que a prefeitura informasse quem é”, disse.

Robson ainda pediu ao Executivo a criação de um CEI no Sana para que os idosos que residem na localidade não fiquem ociosos e tenham um espaço de convivência e atividades diversas.

Combate à Dengue, Zika Vírus e Chicungunya

Durante os debates, foram cobradas providências do prefeito Aluízio dos Santos Júnior (sem partido) para o combate ao mosquito transmissor da Dengue, Zika Vírus e Chicungunya. Além de pedir um relatório das atividades da Coordenadoria Especial de Proteção Animal e Controle de Zoonoses, Oliveira indagou o motivo de ainda não ter sido instalado um gabinete de crise e hospitais de campanha na cidade.

O vereador ainda solicitou informações sobre a UPA do Lagomar que, segundo relato dos moradores, não estaria coletando sangue para o diagnóstico de doenças causadas pelo Aedes aegypti por falta de material.

De acordo com Robson, “no primeiro quadrimestre deste ano, os casos de Chikungunya aumentaram 326,9% em relação a todo o ano passado. Até o dia 26 de abril de 2019, foram registrados 680 casos da doença, contra 208 computados durante os 12 meses de 2018.”

Ele também informou que os bairros com maior incidência dessas doenças são Lagomar, Parque Aeroporto, Aroeira, Nova Esperança, Centro, Campo D’ Oeste, Miramar e Visconde de Araújo.  Jornalista: Adriana Corrêa

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