Sessão Solene debate propostas da “Campanha da Fraternidade 2016”



Ato foi realizado na antiga sede da Câmara

 

Neste ano, a Campanha da Fraternidade busca, ainda mais, aprofundar debates e propor iniciativas que visam amenizar os problemas ambientais do planeta. Com o tema “Casa comum, nossa responsabilidade”, autoridades, sociedade e representantes religiosos discutiram questões, como saneamento básico e inclusão social, durante sessão solene, realizada na noite da última quinta-feira (25), na antiga sede da Câmara de Macaé.

 

O ato foi conduzido pelo vereador Marcel Silvano (PT) e ainda contou com a presença dos parlamentares Chico Machado (PSB) e Maxwell Vaz (SD), além do secretário de Saúde, Dr. Pedro Reis, representando o governo municipal. Antes das explanações dos presentes, Marcel abriu espaço para músicos macaenses entoarem o hino da campanha e, após, foi exibido um documentário que abordou a participação ecumênica em ações sociais.

 

“No Brasil, 100 milhões de pessoas ainda vivem sem saneamento básico. Que tenhamos a sabedoria de dialogar questões como essa, envolvendo toda a sociedade, seja para a nossa cidade, estado ou país. A lógica do consumo a qualquer preço se esgotou e é preciso repensar diversos conceitos”, alertou Marcel.

 

Chico Machado enalteceu a participação do público e falou a respeito da falta de investimentos na área, no passado. Já Maxwell Vaz lembrou saneamento básico envolve o tratamento de esgoto, da água e dos resíduos. “É preciso aumentar a fiscalização nas obras e cobrar mais investimentos públicos”, defendeu.

 

Preocupação com o saneamento desde o século 19

 

A coordenadora da Pastoral da Sobriedade, Ivânia Ribeiro, ainda resgatou um texto histórico que comprovou o interesse do Legislativo macaense sobre a causa. Ivânia, que já ocupou cargo de vereadora, leu discurso feito no mesmo plenário, em que um vereador alertava para os problemas da falta de saneamento em Macaé, de 1894.

 

“O planeta será de todos quando for um planeta de justiça”, complementou o Padre João. “Que as ações continuem, mesmo após o fim da campanha, para que não adotemos apenas medidas pontuais. Todos, independente de questões religiosas, podem e devem lutar por um mundo melhor”, finalizou o Padre Mauro.

 

 

Jornalista: Júnior Barbosa

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