Solenidade comemora os 25 anos do Nupem

Foto:Ivana Gravina

O órgão foi importante para a criação de cursos da UFRJ em Macaé

Por iniciativa de Marcel Silvano (PT) a Câmara Municipal de Macaé sediou na noite desta quarta-feira (6) uma sessão solene para celebrar os 25 anos do Núcleo de Pesquisas Ecológicas de Macaé (Nupem-UFRJ). Realizada no Salão Nobre, a cerimônia contou com a presença de pesquisadores, professores e estudantes.

Atualmente, o órgão chama-se Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (Nupem), mantendo a sigla que remete à tradição. Criado em 31 de maio de 1994, o núcleo contribuiu para que faculdades da UFRJ fossem implantadas em Macaé.

“É muito importante termos a pesquisa acadêmica e não apenas a graduação, para gerarmos e não somente transmitirmos conhecimento. Temos que passar de capital do petróleo a capital do conhecimento”, disse Francisco Esteves, fundador e atual vice-diretor.

Diretora do Campus Macaé, Roberta Coutinho representou o reitor Roberto Leher. “Considero muito importante o ineditismo de uma universidade começar com a extensão e a pesquisa e só depois iniciar o ensino”.


Intercâmbio com universidades estrangeiras

O diretor do Nupem, Rodrigo da Fonseca, lembrou as 2 mil pessoas envolvidas nos projetos sociais e científicos do núcleo. Ele fez parte do discurso em inglês para pesquisadores, professores e estudantes de dez nacionalidades presentes, principalmente, da Universidade de Stavanger, da Noruega.

“Temos de aprender com os noruegueses que não explorarão mais petróleo a partir de 2030, graças a soluções que pesquisaram com fundos destinados à saúde, ciência e educação”, disse o professor, referindo-se à economia de royalties.


História

Os integrantes da mesa ainda recordaram a história do Nupem e a criação de cursos da universidade em Macaé. O parlamentar Luciano Diniz (MDB) mencionou que era de oposição a Riverton Mussi, prefeito na época da implantação da faculdade de medicina. “Os projetos em favor da UFRJ eram os únicos em que votávamos com o governo”.

E o ex-prefeito completou: “Eu tinha convicção de que se não tivéssemos cursos públicos aqui, não daríamos a oportunidade que nossos jovens necessitavam”. A ex-vereadora Marilena Garcia, que ainda foi vice-prefeita e secretária da Educação com Mussi, lembrou do papel de Aloísio Teixeira, ex-reitor que dá nome ao campus macaense.


“Era das trevas”

Numa menção aos atuais cortes de investimentos federais para a educação, Marilena disse que a solenidade marca o enfrentamento “à era das trevas que estamos vivendo”. Presidindo a solenidade, Silvano também criticou os cortes. “Outra conquista importante que o Nupem e a UFRJ como um todo representam é a expansão do ensino superior público, gratuito e de qualidade para o interior”, acrescentou.

Jornalista: Marcello Riella Benites

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