Vereador trabalha pela aprovação do Programa de Saúde Auditiva



Pedro Reis (PSDB), que é médico otorrinolaringologista, tem utilizado seus c

Pedro Reis (PSDB), que é médico otorrinolaringologista, tem utilizado seus contatos no meio profissional para contribuir politicamente para a aprovação do Programa de Saúde Auditiva-PSA, do Ministério da Saúde, no município, indicado por ele no plenário. Esta semana, ele encaminhará à subsecretária de Estado de Saúde e Defesa Civil, Anamaria Schneider, cópia da documentação enviada pela Secretaria Municipal de Saúde-SMS, a fim de colaborar para um parecer favorável da comissão estadual. “Tenho relações pessoais com Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, com a subsecretária de Estado e com o professor titular da UFRJ, na área de otorrinolaringologia, Shiro Tomita. O que é positivo para Macaé”, considera o vereador.

Pedro Reis enviará a Anamaria Schneider a cópia do ofício 198/07 da SMS, além de um documento elaborado por seu gabinete com fotos das instalações da Liga Beneficente São João Batista. O vereador disse que é preciso defender a implantação desse programa federal, visto que ele possibilita que não haja mais surdos-mudos no município. Isso se dá por meio da investigação precoce, implante de próteses e acompanhamento com equipe multidisciplinar para adaptação a elas. O PSA tem como conseqüência a socialização de pessoas que nasceram com deficiência auditiva e a re-socialização de idosos.

Apesar da Liga Beneficente São João Batista, conveniada ao Sistema Único de Saúde-Sus e mantenedora do Hospital Madre Teresa de Calcutá e da Casa do idoso, já ter recebido, através da UFRJ, os aparelhos de última geração para o projeto, a situação não está completamente definida. O programa ainda não foi autorizado pelo ministério. “O governo do Estado que decidirá em última instância se Macaé fica com o programa. Estamos trabalhando para isso”, ressaltou.

Pedro Reis é autor do projeto da lei que torna obrigatório em todos os hospitais municipais o teste de otoemissão acústica (teste da orelhinha), para detecção de deficiência auditiva em recém-nascidos. Ele critica o fato da lei está sendo aplicada de forma restritiva. “Atualmente o teste está sendo feito apenas na maternidade da Casa de Caridade de Macaé, por uma empresa privada. Pedi ao prefeito que implantasse o programa aos moldes do Ministério. Para agilizar o processo, utilizei meus contatos pessoais”, conta.

Ele explica que, com o PSA, as crianças que forem diagnosticadas com insuficiências auditivas, serão encaminhadas para uma lista de implante cloquear, que no momento só é feito em Bauru-SP. Essa cirurgia deve ser realizada até o primeiro ano de vida. As crianças implantadas e com o devido acompanhamento de fonoaudiólogo poderão vir a ser oralizadas. “Romperemos um período de surdos-mudos em Macaé”, vislumbra o vereador. Além disso, duzentas próteses auditivas por mês serão dispensadas a idosos. Eles deverão ter agendamento mensal de consulta com psicólogos e fonoaudiólogos para adaptação à prótese. Com o PSA, os implantes deverão ser realizados no hospital da UFRJ, que também está aguardando a liberação da Secretaria Estadual de Saúde para atuar. Audiometria nos colégios, para doenças que surgem na fase escolar e que prejudicam o aprendizado, também faz parte do programa.

 

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