Vereadores criticam restrições da prefeitura a eventos na zona norte

Foto:Tiago Ferreira

Julinho disse que proibições a festas são um “verdadeiro toque de recolher”

A Câmara Municipal de Macaé aprovou nesta quarta-feira (30), em bloco, uma série de requerimentos de Julinho do Aeroporto (MDB), entre os quais, três que solicitavam informações à prefeitura sobre a viabilidade de incentivo a eventos. Festas religiosas, competições esportivas e Carnaval eram os objetos das proposições. O parlamentar aproveitou para lamentar restrições a iniciativas nos bairros.

“Queremos apoiar festas tradicionais que estão sendo simplesmente proibidas”, protestou, citando uma festa no bairro Brasília. “As pessoas não podem mais se reunir para festejar. Nós nos sentimos segregados, pois no Cavaleiros, há permissão para os eventos”. Julinho referia-se às determinações do Executivo impedindo festas em alguns bairros, alegando risco para a segurança.

Segundo ele, outro argumento para a não realização das festas seria a origem ilícita dos recursos que as financiam. “É mentira! Há alguns anos, reuníamos quase 5 mil pessoas no Bar do Côco, também na Nova Holanda, milhares de participantes… Hoje, dá pena passar por lá e não ver mais aquela animação”.

Julinho critica ainda a dificuldade de acesso a festas em bairros da Zona Sul. “Ninguém consegue chegar lá se não tiver carro. Os trajetos dos ônibus ficam todos interditados. Os preços cobrados também são muito altos”.


Proteção da polícia

Robson Oliveira (PSDB) disse que o problema da segurança seria facilmente resolvido se a prefeitura montasse uma estrutura de apoio à Polícia Militar. “De fato, fica difícil para a PM trabalhar num local sem um ponto de apoio”.

Alan Mansur (PRB) concordou com os colegas e acrescentou: “Por que não proíbem o Lagoa Rock? Na Nova Holanda, as pessoas de bem estão sendo impedidas de trabalhar”.

Márcio Bittencourt (MDB) mencionou impedimentos a comerciantes e eventos na Feirinha do Aeroporto. O presidente Eduardo Cardoso (Cidadania) lembrou, como exemplo de discriminação, o caso em que a Tocha Olímpica não pôde ser transportada a pé por atletas, somente no carro, pela Barra de Macaé, em 2016.

E Julinho concluiu: “Vivemos um verdadeiro toque de recolher. Há uma lista de bairros definidos que não podem mais realizar suas festas”.

Jornalista: Marcello Riella Benites

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