Vereadores debatem requerimentos



A reunião de terça-feira à noite foi quente na Câmara. Tudo por conta da apresentação de t A reunião de terça-feira à noite foi quente na Câmara. Tudo por conta da apresentação de três requerimentos de informações feitos pelo petista Maxwell Vaz. A polêmica foi criada quando o líder do governo, Paulo Antunes(PSDB), classificou como “intempestivos” os pedidos feitos pelo parlamentar. Objetivo de Maxwell era, através do trâmite do Legislativo, que o Executivo desse acesso à cópia de contrato e de projetos, além de nota fiscal de itens adquiridos em empenhos, com uma gráfica de Búzios. O debate se formou porque o tucano pediu à bancada que votasse contrário ao requerimento. O parlamentar usou como exemplo presidente Lula. “Já imaginou se toda a oposição em Brasília resolvesse requerer informações do Executivo? O presidente não iria trabalhar”, frisou. Por sua vez, Maxwell se defendeu lembrando que o instrumento utilizado por ele no momento é legítimo. “Quando tenho dúvidas acerca de um processo que trata de recursos públicos tenho o dever como vereador em obter mais informações”, disse, prometendo oficiar e protocolar o requerimento através de seu gabinete para ter as informações. ”Imagino que não haja nada para ser escondido”, alfinetou. Companheira de partido de Maxwell, Marilena Garcia se limitou a dizer que o parlamentar brasileira já dispõe de poucos recursos legais para trabalhar e não pode ter vedado um direito seu. “O vereador não tem poder quase nenhum. Nossos papéis são legislar e fiscalizar. A informação é necessária em cumprimento das nossas obrigações”, enfatizou a vereadora que votou favorável ao requerimento. João Sérgio (PSDB) concordou com o discurso de Marilena e também ressaltou que mesmo como cidadão Maxwell tem todo o direito de ter acesso às informações que desejava. No entanto, o tucano frisou que votou contrário ao requerimento por causa da fidelidade à bancada. “Eu costumo estabelecer uma relação de fidelidade com minha liderança e por isso votei contra”, justificou. José Carlos Crespo (PMN) foi outro que se envolveu na discussão. Frisou que o vereador é o político mais próximo do povo e que mesmo assim a população nutre sempre uma suspeita quanto ao trabalho. “E as pessoas questionam as coisas. Eu não vejo nenhum problema no requerimento do vereador, ao contrário, é procedente. Voto de acordo com minhas convicções e para dar oportunidade ao prefeito de saber se seus secretários estão realmente fazendo administração honesta e sadia”, discursou. No final, dos três requerimentos, o que causou maior polêmica foi brecado com Marilena Garcia (PT) e José Carlos Crespo (PMN) – que integra a bancada do governo na Câmara – votando favoráveis e os demais – João Sérgio (PSDB), Luiz Fernando Gama (PSDB), Jorge de Jesus (PRB) e Luiz Fernando Pessanha (PPS) -, votando contrários. Os outros dois foram aprovados, inclusive com voto de Paulo Antunes.

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