Vereadores debatem sobre interrupção do bolsa-atleta



De acordo com os vereadores, o programa está suspenso desde 2016

O descumprimento da Lei 2.756/2006, que prevê a concessão de bolsa-atleta, foi debatido nesta terça-feira (7), na Câmara Municipal de Macaé. O vereador Marvel Maillet (Rede) teve aprovado o Requerimento 11/2017, pelo qual a Casa solicitará informações à Secretaria de Esportes sobre o motivo de o benefício não estar sendo concedido.

 

“Em 2016, o edital para cadastrar candidatos nem foi aberto. Estamos perdendo atletas, jovens de valor, com talento esportivo, para a bandidagem. Por outro lado, temos macaenses brilhando no esporte mundo afora”, disse Marvel, ao apelar para a necessidade de retomar a concessão do benefício.

 

Júlio César de Barros (PMDB), o Julinho do Aeroporto, mencionou problemas com o bolsa-atleta no passado. “Pessoas recebiam três vezes o valor, enquanto outras não recebiam nada. Parecia um feudo do secretário na época”. Maxwell Vaz (SDD) lembrou que houve, em 2013, uma audiência pública que definiu os requisitos para os atletas receberem. “Mas acabaram não recebendo, sob a alegação de que a prefeitura não repassava os recursos”.

 

“Os atletas não davam contrapartida à cidade e não mencionavam a prefeitura quando venciam. Muitos que recebiam não eram de Macaé. Outros até jogavam profissionalmente em outras cidades”, disse o presidente da Casa, Eduardo Cardoso (PPS). Marvel argumentou que, se havia fraudes e os atletas não eram obrigados a dar a contrapartida do marketing ao município, isso se devia à incompetência do gestor.

 

O presidente afirmou que o atual secretário de esportes, Thales Coutinho, quando assumiu o cargo, fez um levantamento e constatou que irregularidades inviabilizavam o bolsa-atleta. Márcio Bittencourt (PMDB) reforçou a ideia de Eduardo de que os atletas beneficiados deveriam ir às comunidades dar palestras motivadoras, transmitindo valores aos jovens.

 

 

 

Jornalista: Marcello Riella Benites

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