Vereadores propõem ações para combater a violência

O número de assassinatos em Macaé, 111 só este ano, mexeu com o brio dos vereadores que na O número de assassinatos em Macaé, 111 só este ano, mexeu com o brio dos vereadores que na reunião de terça-feira fizeram discursos pautados na necessidade da mobilização da sociedade para dar um basta à criminalidade. A reunião de terça-feira foi marcada pela participação da comunidade. Dezenas de pessoas empunharam cartazes em protesto à violência e cobrando dos vereadores participação mais efetiva no combate à criminalidade. Presidente do Conselho Municipal de Segurança, Maxwell Vaz (PT) frisou que a responsabilidade pela segurança na cidade é de todos. “Segurança pública é um dever de todos. Temos de saber como o município pode ajudar e qual a responsabilidade do estado. Além disso, precisamos do envolvimento da comunidade”, disse. O petista, inclusive, participou esta semana de reunião com o gerente geral da Unidade de Negócios da Bacia de Campos, Carlos Eugenio Ressureição, onde pediu a participação da estatal em dois projetos: o primeiro no que se refere a implantação do sistema de gravação do 190 e o segundo na viabilização da criação do disque-denúncia em Macaé. Marilena Garcia (PT) ressaltou que diversas conquistas importantes para o município, como os royalties do petróleo e o Cefet, nasceram a partir da mobilização dos vereadores. “Temos de descruzar os braços e ir pra rua”, ensinou. A petista disse ainda que “Macaé é uma cidade violenta graças ao impacto social dos últimos anos. E essa questão a gente não vai resolver se não unir setores e poderes”. Para a vereadora, o município precisa ocupar o espaço de uma cidade que carece de atenção do governo estadual. Marilena Garcia, que também esteve presente ao encontro com Ressureição e vai, juntamente com comissão formada por ela, Maxwell, Paulo Antunes e Jorge de Jesus visitar as quadras de esporte do município esta semana, se comprometeu a cobrar do governo federal ações que possam contribuir para a diminuição nos índices de violência. Jorge de Jesus (PRB) também frisou sua preocupação com o número de crimes no município. “A violência aumenta a cada dia em Macaé. Isso nos preocupa assim como a toda a população. Temos de unir forças”, argumentou. Fernando Gama (PSDB) defendeu investimentos em educação como forma de transformar a realidade social e, assim, dar novas perspectivas para quem está à margem da sociedade hoje. “Acredito muito mais na força da educação, porque senão vamos enxugar gelo. Caso contrário, teremos de construir mais cadeias do que escolas”, disse. O líder do governo, Paulo Antunes (PSDB), ressaltou o abandono político a qual Macaé foi submetida, segundo ele, no período do governo do Casal Garotinho. O tucano lembrou a promessa do casal Garotinho de construir uma Delegacia Legal na cidade. “Mas existe delegacia ilegal?”, indagou o tucano, enfatizando ainda que desde que a delegacia do município foi construída nunca passou por reforma. Ao saber da mobilização dos parlamentares, mesmo não tendo participado da sessão de terça-feira por conta de viagem, o tucano Pedro Reis disse que o que deveria ser feito para prevenir o atual estágio da violência não foi feito quando necessário. “Os números atuais demonstram que ações necessárias deixaram de ser feitas. Outras cidades, com índices de violência muitíssimo menores que Macaé, nas quais as ações policiais se apresentam de forma efetiva, comprovam isto”, afirmou.

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