Vereadores protestam contra negligência na Saúde pública

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Os vereadores utilizaram parte do grande expediente da sessão ordinária da última quarta-feira, 26, para discursar sobre a situação dos hospitais no município.O presidente da Câmara e médico, Eduardo Cardoso (PPS), criticou a função de apenas se fazer ligadura de trompas no Hospital da Barra de Macaé, o antigo Hospital do Sase, onde atualmente funciona o Programa de Planejamento Familiar. O Hospital permanece aberto 24 horas. O hospital foi reformado e voltou a funcionar com o objetivo de atender as famílias residentes no bairro e em outras localidades do município. A prefeitura, ao promover o planejamento familiar, idealizou a realização de uma média de 200 cirurgias por mês, somente no local, com serviços de laqueadura tubária, vasectomia e cirurgias ginecológicas de média complexidade. “Temos que saber da população da Barra o que eles precisam – em termos de serviços – daquele hospital. Acredito que o Hospital da Barra tem muito mais funcionalidade. As pessoas que moram naquela região, o que engloba uma grande massa, necessitam de atendimento diversificado; e não de um hospital exclusivo para se realizar laqueadura de trompas”, defendeu Eduardo Cardoso. A vereadora, Marilena Garcia (PT), por sua vez, reforçou o fato de que “a laqueadura de trompas não é equivalente ao planejamento familiar”. E disse: “o planejamento familiar é uma outra coisa. A laqueadura é uma alternativa e não um programa; que, de fato, deve ser orientado por profissionais especializados. Mas tem gente que acha que é só impedir alguém de ter mais filhos para dizer que está fazendo planejamento familiar. Não se pode confundir uma coisa com outra”, orientou. O vice-líder do governo na Câmara, Luiz Fernando Pessanha (PRB), demonstrou ser um tamanho absurdo um hospital público localizado em um bairro do porte da Barra de Macaé, para cumprimento único do programa de planejamento familiar: “então você tem uma criança queimando de febre em casa, na madrugada; e não pode levá-la até o hospital mais próximo (logo o hospital do bairro, que é um dos mais populosos), porque este é próprio somente para cirurgias de esterilização? Mas onde está a lógica disto?”, questionou. E acrescentou: “eu acho que Macaé precisa, realmente, de serviços de planejamento familiar e cirurgias como estas, mas é preciso dar a devida atenção para as necessidades urgentes da população”, destacou Luiz Fernando. Hospital do Trapiche Luiz Fernando lamentou as transferências que tem acontecido do Hospital Público de Macaé (HPM) para o Hospital da Serra, no Trapiche. “A distribuição deve favorecer a proximidade com a residência do enfermo e de sua família. Tenho visto muita gente reclamar a respeito disto. Eu ouço dizerem: ‘ah, mas a gente os visitava aqui, e agora tem que ir até lá na Serra. Fica difícil’”, informou.  E afirmou que o mesmo tem acontecido, também, com os pacientes do Hospital Municipal São João Batista, no Centro; “cujos familiares e amigos têm sofrido da mesma forma para acompanhar os doentes, tendo em vista as transferências para lugares longes; onde o acesso, via transporte coletivo, é ainda mais complexo. Às vezes, exigindo que a pessoa tenha que pegar dois ônibus”, arrematou.

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