Violência e meio ambiente em destaque no plenário



Na sessão ordinária de ontem, no plenário da câmara os vereador

Na sessão ordinária de ontem, no plenário da câmara os vereadores voltaram a acusar as últimas duas gestões do Governo do Estado, de Anthony Garotinho e Rosinha, de negligência com o município. Pedro Reis, líder do PSDB municipal, considerou o sucateamento das polícias a principal causa da crise de segurança pública, mas classificou o problema como multifatorial. O vereador Paulo Antunes (sem partido) declarou: “Foram oito anos de massacre do município de Macaé”.

Problemas ambientais também foram apontados no plenário. O vereador Luiz Fernando Pessanha (sem partido) fez uma denúncia de aterramento do trecho do Canal Campos-Macaé, na divisa dos municípios Quissamã e Carapebus. “É o maior crime ambiental que já vi na região. O canal foi aterrado para atender à irrigação em uma usina. fotografei e vou encaminhar a Feema e ao Ibama”, disse.

Além de abordar os problemas do município, os vereadores se mostraram esperançosos com a implementação de alguns projetos. Paulo Antunes explicou como será o projeto Escola do Trabalhador, para especialização de jovens de comunidades carentes em firmas que serão eventuais emprengadoras, substituindo a mão-de-obra que vem de fora do município pela qualificada em Macaé. Cerca de 800 vagas devem ser abertas em duas grandes firmas contatadas. Pedro Reis, acredita na execução, com o apoio do Governo Federal, do Sistema de Atendimento Médico de Urgência-Samu, lei sancionada pelo município, mas não cumprida, e também com a implantação do Programa Nacional de Saúde Auditiva. O município poderá vir a receber R$ 280 mil do Ministério da Saúde para o Programa.

Marilena Garcia (PT) informou que amanhã, dia 15, às 16h, a comissão do “Câmara em Ação” entregará o dossiê das praças e quadras públicas ao gerente-geral da Petrobrás, Carlos Eugênio Resurreição, na sede da empresa em Macaé. Ela disse esperar que a Petrobrás contribua com o projeto de recuperação das praças. Incluíram a pauta da sessão: críticas a Cedae. “De 0 a 10, a Cedae não chega nem a 1. Macaé não tem falta d’água e sim de investimento”, disse Fernando Pessanha; ao curso de salvatagem, à empresa Auto Viação Macaense e à crescente incidência de dengue no município. Em destaque, Júlio Cesár de Barros (sem partido) indicou a remoção das famílias que moram nas áreas próximas ao mar, no trecho que liga os bairros Fronteira e Parque Aeroporto.

A mesa diretora foi composta por Marilena Garcia, Fernando Pessanha e Paulo Antunes. Com seis vereadores presentes não foi possível a deliberação das matérias da ordem do dia. Maxwell Vaz representava a Câmara em um fórum estadual de vereadores, em Brasília e o presidente Eduardo Cardoso e a vereadora Maria Helena Salles estavam ausentes por motivo de doença.

Clique aqui e veja a fala dos vereadores inscritos no grande expediente.

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