Câmara aprova uso de drones no combate ao Aedes aegypti

Foto:Tiago Ferreira

Cesinha alertou para o aumento dos casos com a chegada do verão.

Um requerimento do vereador Nilton César Moreira (PROS), o Cesinha, solicitou a implantação de um sistema de monitoramento por drones para identificar focos do mosquito Aedes aegypti. A ideia é combater o vetor de doenças como dengue, febre amarela, zika e chikungunya em terrenos públicos e particulares. A proposta foi aprovada nesta quarta-feira (24), na Câmara Municipal de Macaé.

De acordo com o autor do requerimento, o problema se agrava no verão e alguns bairros da cidade já enfrentam surto de doenças relacionadas ao Aedes aegypti. “Do alto, poderemos localizar focos do mosquito e combatê-lo. No Botafogo, por exemplo, houve um grande aumento do número de casos de chikungunya”, argumentou Cesinha.

Segundo o presidente do Legislativo, Eduardo Cardoso (PPS), esse serviço já foi feito em anos anteriores. “No entanto, na época em que eu fui secretário de Saúde, utilizávamos um ultraleve. Imagino que o drone é uma solução mais rápida e barata”, disse.

O vereador Luiz Fernando Pessanha (PTC) lembrou que em 2010 Macaé sofreu uma epidemia de dengue. E, na ocasião, foi aprovado um projeto de lei de sua autoria que permite ao poder público limpar os terrenos com foco do mosquito e cobrar as despesas (com máquina e caminhão) no IPTU do proprietário no ano seguinte. “O projeto foi sancionado pelo então prefeito Riverton Mussi e, desde então, está em vigor”.

Sem condições de trabalhar

Marcel Silvano (PT) aproveitou a oportunidade para pedir melhores condições para a atuação dos agentes de endemias, que há anos reivindicam reajuste salarial e segurança. “O drone é ótimo, mas é um luxo. Precisamos respeitar os servidores que vão de casa em casa para combater o mosquito, fornecer Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e materiais de trabalho que estão em falta”.

O parlamentar Márcio Bittencourt (MDB) também informou ter encontrado focos de mosquito dentro das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que também estão com mato alto e com servidores sem EPIs – conforme verificado durante visita da Comissão Parlamentar de Saúde nas UBSs da Estratégia Saúde da Família (ESF).

Jornalista: Adriana Corrêa
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