Questionada na Câmara economia alegada pelo governo

Foto:Tiago Ferreira

Cesinha sustenta que economia sem realização de serviços não é válida.

Os vereadores aprovaram, por unanimidade, nesta quarta-feira (21), o requerimento de Nilton César Moreira (PROS), o Cesinha, solicitando ao Executivo informações sobre a economia de R$ 180 milhões divulgada pela área de contratos da prefeitura. A proposição gerou debate na Câmara Municipal de Macaé.

O parlamentar considerou que as demandas na cidade são muito grandes e que, portanto, esse valor deveria ter sido investido. “Queremos saber por que foi feita essa economia já que os serviços prestados praticamente cessaram”. Como exemplo de necessidades não atendidas, ele citou a grave deficiência de captação de água na serra macaense.

Maxwell Vaz (SD), líder da oposição, acrescentou que a Comissão de Meio Ambiente da Câmara visitou todas as estações de tratamento de água da Região Serrana e nenhuma atende às condições da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Parabenizo Cesinha pelo requerimento. De fato, economizar sem realizar políticas públicas não traz nenhum benefício à população”.

Luiz Fernando Pessanha (Avante) citou, também, como exemplo da ausência de investimentos, a falta de espaço para sepultamentos no cemitério da Serra e ainda problemas no Hospital Público Municipal (HPM). O presidente Eduardo Cardoso (PPS) disse que uma pessoa queixou-se a ele de que não há sequer papel higiênico em quartos do HPM.

Eduardo fez a comparação da administração pública com uma empresa. “O ‘lucro’ dessa grande empresa, que é a prefeitura, tem que ser os serviços públicos. Uma economia à custa desses serviços não faz sentido”.  Marcel Silvano (PT) mencionou o fechamento dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) de Nova Esperança e das Malvinas e as más condições de outras unidades. “A deficiência em políticas sociais é uma das causas da violência”.

Jornalista: Marcello Riella Benites
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