Vereadores questionam BRK sobre a PPP do esgoto

Foto:Tiago Ferreira

George Jardim criticou o fato de a Região Serrana não estar na PPP.

Na sessão desta quarta-feira (24) da Câmara Municipal de Macaé, a concessionária BRK apresentou o cronograma de obras para 2019 e 2020. Compareceram o diretor de contratos Sérgio Trentini, o gerente operacional Vinícius Soares e o gerente comercial Bruno Cohn. A exposição inicial foi feita por Sérgio.

Após apresentar informações sobre o que já foi feito no Centro e em Imbetiba, ele lembrou que as obras foram paralisadas em 2016 e retomadas em setembro deste ano. “Nossos maiores desafios são as áreas com intenso tráfego de veículos e pedestres, os setores comerciais e os locais com interferências de infraestrutura como fibras óticas e dutos de gás”.

Robson Oliveira (PSDB) questionou por que bairros periféricos como Malvinas e Nova Holanda não foram incluídos na apresentação. O gerente respondeu que essas localidades não estão incluídas na fase inicial da PPP. Nilton César Pereira (PROS), o Cesinha, perguntou o mesmo sobre a Aroeira e acrescentou: “Parece-me que os bairros de classe média e alta são priorizados”.

O presidente, Eduardo Cardoso (PPS), apoiou. “O critério para a ordem do atendimento é o poder aquisitivo?” Sérgio negou. “Não é esse o critério. Este cronograma foi feito no início da PPP e de acordo com a prefeitura. Já Vinicius, o gerente operacional, disse que é possível rever o contrato. “Creio que foram priorizadas áreas próximas à reserva de Jurubatiba e à Lagoa de Imboassica para proteger os recursos hídricos”.

Maxwell Vaz (SD) perguntou se a prefeitura tem pagado as parcelas à BRK. Sérgio afirmou que sim. “Há algumas questões controversas, mas o principal está sendo honrado”, respondeu.

Região Serrana

George Jardim (PMDB) quis saber se há previsão de atendimento à Região Serrana. “Esse bairro não está contemplado”, disse o gerente. Luiz Fernando Pessanha (PTC) observou que a Serra não é um bairro. “Temos ali seis distritos. Mas eu não estou cobrando o senhor por esse erro, pois ele revela, na verdade, a pouca importância que a prefeitura dá à Serra”.

Welberth Rezende (PPS) criticou a chamada “taxa de afastamento”. Vinicius explicou que ela se refere a locais onde não é possível a rede chegar e o esgoto precisa ser coletado e levado para estações de tratamento.

O vereador lembrou ainda de moradores, no São Marcos, que recebem a conta mas o serviço não é prestado. O gerente argumentou que a BRK realiza o serviço mas é impedida de captar o esgoto por causa da linha férrea. “Essa, porém, é uma questão que deve ser feita ao nosso departamento jurídico. Eu não tenho condições de respondê-la”.

Marcel Silvano (PT) mencionou queixas sobre dois bancos públicos não aceitarem o pagamento da conta. “Tivemos problemas com o Banco do Brasil até janeiro e, quanto à Caixa Econômica, creio que sejam casos pontuais. As pessoas podem nos procurar para resolvermos”, respondeu o gerente comercial Bruno Cohn.

Jornalista: Marcello Riella Benites
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